| Notícias de
Setembro/2008
MEC aprova curso de Licenciatura
Intercultural Indígena da UFPE
30/09/2008
UFPE
A Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização
e Diversidade (Secad), do Ministério da Educação
(MEC), selecionou o Curso de Licenciatura de Educação
Intercultural da UFPE para o Programa de Lincenciatura Indígena
(Prolind). O anúncio, feito em publicação
no Diário Oficial da União do dia 25 de setembro
de 2008.
http://www.ufpe.br/
Acadêmicos somam
esforços na luta pelo reconhecimento dos direitos
indígenas
29/10/08
Caroline Maldonado – Rede de Saberes
Acontecido no último sábado, dia 26 de setembro,
a manifestação em favor da demarcação
das terras indígenas de Dourados “Sim a Demarcação”
reuniu mais de 300 pessoas. Entre elas lideranças
e acadêmicos indígenas do Programa Rede de
Saberes e também não-indígenas que
somaram esforços para esclarecer que os indígenas
não têm os objetivos que a mídia local
tem mostrado e que a demarcação é um
direito dos povos indígenas. O grito que marcou o
movimento foi “Terra e Paz- É isso que queremos”.
Iniciada às 8h40min com a saída da Câmara
Municipal até a Praça Antônio João,
no centro da cidade, a manifestação durou
aproximadamente 2h.
http://www.rededesaberes.neppi.org/noticias.php?id=221
Sistema de Cotas terá
45% das vagas do processo seletivo
26/09/08
UEG
O processo seletivo 2009/1 da UEG terá 45% de suas
vagas destinadas ao Sistema de Cotas. Do total, 20% serão
para alunos oriundos da rede pública de ensino, 20%
para afro-descendentes, negros e índios, e 5% para
portadores de deficiências físicas. A UEG vai
disponibilizar neste certame 5.005 vagas, distribuídas
por 35 cursos em 41 Unidades Universitárias.
http://www.ueg.br/noticias/1181/Sistema-de-Cotas-
tera-4525-das-vagas-do-processo-seletivo
O índio e a mudança
através da Educação
15/09/08
Ivônio Sólon * - Folha de Boa Vista
Durante muito tempo aqui em Roraima, no Brasil, quem sabe
até no mundo, o índio foi visto como um ser
ignorante, alienado sem capacidade para raciocinar por si
próprio, fácil de ser enganado. Até
hoje somos tutelado por um órgão que pensa
que ainda somos povos primitivos, e que não podemos
ser responsabilizados pelos nossos atos ou nossas atitudes,
muitas pessoas ainda tem essa visão distorcida do
índio em pleno século XXI. Assisti a um documentário,
outro dia na aula de História da Educação,
com a opinião das pessoas falando sobre o que elas
pensavam do índio atual, e o depoimento que vi nunca
mais esqueci: índio tem que ser índio,
morar na mata, caçar, pescar, andar nu, viver bem
longe da sociedade civilizada, e não ficar brigando
por terra. Como se vivêssemos ainda em 1500
quando os portugueses invadiram o Brasil.
* Professor indígena e acadêmico de Pedagogia
- Membro da Opirr (Organização dos Professores
Indígena de Roraima)
http://www.folhabv.com.br/noticia.php?Id=46933
Acadêmicos
do Rede de Saberes trocam experiências com diferentes
povos indígenas do Brasil e do exterior
17/08/09
Por Caroline Maldonado Rede de Saberes
Teve início nesta terça-feira, dia 16 de setembro
o Seminário sobre o Papel da Universidade e da Formação
Acadêmica sob a Ótica das Lideranças
e Acadêmicos Indígenas, no Centro Cultural
de Brasília. Acadêmicos do Programa Rede de
Saberes de Mato Grosso do Sul, das etnias Terena, Kadwéu
e Guarani Kaiowá terão até amanhã,
quando termina o Seminário, para trocar experiências
com povos indígenas de diferentes regiões
do Brasil e, também da Noruega, onde vivem os Povos
Sámi. Participam representantes dos povos Wapichana
e Macuxi de Roraima, Kaingang do Rio Grande do Sul, Funio
e Pankararu de Pernambuco, Umutina de Mato Grosso, Maitapu
do Acre, Baniwá do Amazonas, entre outros.
http://www.rededesaberes.neppi.org/noticias.php?id=216
Acadêmicos
do Rede de Saberes comentam documentário sobre os
Guarani
17/09/08
Caroline Maldonado Rede de Saberes
No dia 14 de setembro os acadêmicos e lideranças
indígenas que participaram do Seminário
sobre o Papel da Universidade e da Formação
Acadêmica sob a Ótica das Lideranças
e Acadêmicos Indígenas, no Centro Cultural
de Brasília assistiram ao documentário, ainda
em desenvolvimento Guarani- Em busca da Terra sem
Males. O cineasta André Luiz da Cunha convidou
todos a sugestionarem e comentarem sua produção
que, segundo ele objetiva colocar a questão dos Guarani
em discussão a fim de ajudá-los na luta pela
suas terras.
http://www.rededesaberes.neppi.org/noticias.php?id=214
Licenciatura
Intercultural capacita professores indígenas
18/09/08
Por Oséias Pinto e Valdália Andrade - UFT
Com o intuito de divulgar as diversidades lingüísticas,
culturais, filosóficas e epistêmicas indígenas,
a Universidade Federal do Tocantins realizou, nesta quarta-feira
(17), a apresentação do Curso Licenciatura
Intercultural aos alunos do Câmpus de Araguaína.
O evento foi organizado como uma mesa-redonda, no Salão
Verde da Unidade de Licenciaturas.
http://www.noticias.uft.edu.br/index.php?option=com_content&task=view&id=36499&Itemid=1
Curso de Formação
Política do CINEP inicia 2º etapa
19.09.2008
COIAB
A segunda etapa do Curso de Formação
Política de Lideranças Indígenas
do Centro Indígena de Estudos e Pesquisas (CINEP)
tem início hoje, dia 19 de setembro, na Universidade
de Brasília (UnB), Brasília (DF). A turma
terá até trinta lideranças e acadêmicos
indígenas selecionados e indicados pelas seguintes
organizações indígenas de alcance regional:
COIAB, APOINME (Articulação dos Povos e Organizações
Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito
Santo), ARPIN-Sul (Articulação dos Povos Indígenas
do Sul), ARPIPAN (Articulação dos Povos Indígenas
do Pantanal) e Aty-Guasú e, ainda, pelo próprio
CINEP.
http://www.coiab.com.br/coiab.php?dest=show&back=index&id=209&tipo=N
Acadêmico
da UCDB produz documentário na Bolívia
12/09/08
Por Caroline Maldonado Rede de Saberes
El Camino de Roger é o documentário
produzido pelo acadêmico do 8º semestre de Design,
Gilmar Martins Galache Terena, de 23 anos, durante curso
na Bolívia. Ele retrata o caminho que o menino Roger
Vargas Aymara faz de sua casa até a escola em aproximadamente
1h. O Tailler sem Fronteiras (Curso sem Fronteiras) contou
com a participação do documentarista Ivan
Molina Quetchua que durante as duas primeiras semanas ministrou
aulas de cinema, edição e relacionamento com
a comunidade para que na semana seguinte os participantes
escolhessem um dos temas propostos para produção
de um vídeo documentário.
Participaram 28 brasileiros, sendo seis indígenas
das etnias Guarani/Kaiowá, Terena, Bororo e Xavante.
De Mato Grosso do Sul, além do Gilmar da Universidade
Católica Dom Bosco (UCDB) foram o Prof. Eliel Benites
de Caarapó e o líder Ambrósio. Ambos
convidados pelo Museu Dom Bosco se hospedaram na Aldeia
Condor Iquiña, que abriga aproximadamente 300 famílias.
Eles vivenciaram a realidade dos Aymara e se impressionaram
com a diferença cultural. Eles são livres,
falam o que pensam, são extremamente politizados
e todos, inclusive os jovens conservam suas tradições,
contou Gilmar. Ele também despertou a curiosidade
dos bolivianos e deu entrevistas a vários canais,
contando qual o papel dos indígenas na sociedade
brasileira que, segundo o acadêmico é bem diferente
da Bolívia, onde eles são maioria e tem mais
voz.
O Aimara é falado por cerca de 2,2 milhões
de pessoas na Argentina, Chile, Bolívia e Peru, sendo
a língua oficial destes dois últimos. Porém,
eles também se utilizam do Castelhano, língua
que os acadêmicos usaram para se comunicar durante
estadia na Bolívia. Junto ao inglês é
a língua ocidental que mais possui falantes. O Aymara
usava, originalmente, uma coleção de símbolos,
sobretudo imagens de pessoas ou coisas. Estes símbolos,
originalmente escritos em peles de animais, nunca chegaram,
no entanto, a constituir um sistema de escrita completo,
verificando-se uma variação considerável
entre os diferentes grupos de Aymara. Sob a influência
da Espanha, o alfabeto romano passou a ser adotado. Em 1985,
o governo do Peru introduziu um novo sistema de escrita,
conhecido por Alfabeto Oficial Aymara ou Alfabeto Unificado.
Fonte histórico: Casa da América Latina-
www.c-americalatina.pt
http://www.rededesaberes.neppi.org/noticias.php
Detalhes das
pesquisas dos acadêmicos agora no site do Rede de
Saberes
10/09/08
Por Caroline Maldonado Rede de Saberes
A cada ano que passa a Universidade Católica Dom
Bosco (UCDB) alcança um maior número de aprovações
de projetos de acadêmicos indígenas pelo Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(CNPq). Os resultados são apresentações
dos acadêmicos em seminários dentro e fora
da universidade. A partir de agora, os Planos de Trabalho
e artigos estarão disponíveis nesta página
do Programa Rede de Saberes.
http://www.rededesaberes.neppi.org/noticias.php?id=210
Abertura da
VI Etapa do Curso de Formação Intercultural
de Educadores Indígenas acontece na segunda-feira
08/09/08
Cedecom/UFMG
A solenidade de abertura da VI Etapa do Curso de Formação
Intercultural de Educadores Indígenas será
nesta segunda-feira, dia 8, às 9h, no auditório
Neidson Rodrigues, da Faculdade de Educação
(FaE), campus Pampulha da UFMG. O evento terá a presença
de lideranças indígenas de Minas Gerais e
do grupo indígena Xukuru Kariri, que fará
uma apresentação cultural.
O Curso de Formação Intercultural de Educadores
Indígenas (Fiei), iniciado na FaE em 2006, trouxe
para a Universidade um novo pensamento sobre as formas de
inclusão social e representou a proposta de um ensino
sem modelo e padrões pré-estabelecidos. Foram
questões surgidas diante da demanda colocada pelas
lideranças indígenas de Minas Gerais, em 1999,
por uma formação de nível superior
para seus estudantes.
http://www.ufmg.br/online/arquivos/009705.shtml
Funasa e Ufsm
iniciam discussão para formação de
Observatório de Saúde Indígena
08/09/2008
Funasa
Em reunião na última quinta-feira (4), a Coordenação
Regional no Rio Grande do Sul (Core/RS) e a direção
do 9º Centro da Universidade Federal de Santa Maria
(Ufsm), em Palmeira das Missões, iniciaram as discussões
visando à formação de um Observatório
de Saúde Indígena.
http://www.funasa.gov.br/Web%20Funasa/not/not2008/not539.htm
Conselho de
Educação Escolar Indígena - CEI/MT
realiza reunião ordinária
08/09/08
Equipe PROESI
Os conselheiros do CEI/MT estiveram reunidos entre os dias
02 e 04 para tratar de assuntos como o Projeto Haiyô,
a construção de escolas indígenas,
a implementação do Ensino Médio Integrado
e do PROEJA indígena, entre outros assuntos.
http://indigena.unemat.br/modules/news/article.php?storyid=52
Programa de alfabetização
do Banco do Brasil vai beneficiar índios e quilombolas
em 2009
06/09/08
Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - A Fundação Banco do Brasil
pretende reformular em 2009 o programa BB Educar, de alfabetização
de jovens e adultos a partir dos 15 anos, focando-o em comunidades
tradicionais, que têm mais dificuldades de serem assistidas
em convênios com prefeituras e projetos públicos.
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/09/05/materia.2008-09-05.
4056428310/view
Seminário
sobre o Papel da Universidade e da Formação
Acadêmica sob a Ótica das Lideranças
e Acadêmicos
Data: 16 a 18 de setembro de 2008.
Local: Centro Cultural de Brasília CCB, L2
Norte 602.
Comemoração aos 25 anos de atuação
do Programa de Apoio aos Povos Indígenas da Noruega,
com a visita do Primeiro Ministro da Noruega Jens Stoltenberg
no Centro de Excelência em Turismo CET da UnB,
às 09:00 do dia 16 de setembro.
O credenciamento, absolutamente necessário por motivos
de segurança, acontecerá a partir das 07:45h.
Realização: Centro Indígena de Estudos
e Pesquisas (CINEP), Articulação dos Povos
Indígenas do Brasil (APIB) e Embaixada da Noruega
em Brasília
http://www.abant.org.br/noticias.php?type=evento#388
Segundo encontro
do Sarau de Pensamento reúne mais acadêmicos
05/09/08
Por Caroline Maldonado Rede de Saberes
A segunda reunião de Metodologia Científica
do Programa Rede de Saberes, acontecida na tarde de hoje,
reuniu mais acadêmicos do que a primeira. Desta vez,
no laboratório quatro do bloco C, os acadêmicos
começaram a entender porque o Prof. José Sarmento
prefere chamar os encontros de Sarau de Pensamento.
Eles sempre começam com pesquisa e terminam com o
debate. Pesquisamos e depois vem o debate para discutirmos
e tirarmos nossas dúvidas. É muito bom,
explicou a Terena Joyner Santana do 6 semestre de Zootecnia.
Para saber como e onde acontecem os encontros que acontecem
sempre as sextas-feiras, basta procurar as secretárias
do Rede de Saberes, Cecília ou Gleice. A participação
é obrigatória aos acadêmicos que desenvolvem
pesquisas, porém todos os interessados podem participar,
afinal a Metodologia é importante também para
os trabalhos da graduação.
http://www.rededesaberes.neppi.org/noticias.php?id=206
Centro de
Documentação Indígena tem estagiários
do Rede de Saberes
03/09/08
Por Caroline Maldonado Rede de Saberes
Em oito anos, o Centro de Documentação do
Núcleo de Estudos e Pesquisas das Populações
Indígenas (Cedoc/Neppi), já acompanhou de
perto as pesquisas de vários acadêmicos da
Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), através
do estágio. São indígenas e não-
indígenas que participam da equipe que conta com
a atuação de profissionais com formação
multidisciplinar. Estes têm seus trabalhos financiados
por vários parceiros, entre eles o Conselho Nacional
de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(CNPq), a Fundação Ford, Ministério
da Cultura (MinC) e a Fundação de Apoio ao
Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do
Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect/MS). O Terena Valdevino
Cardoso, de 31 anos, que cursa o 3° semestre de História
está no Cedoc desde 2007. Sua pesquisa, orientada
pela Profª Vera Lúcia Vargas é intitulada
A formação da Aldeia Limão Verde
e a política do SPI (1910-1960). Muitas
foram as contribuições do trabalho que realizo
no Centro de Documentação para a minha vida,
não só acadêmica, como pessoal. Sou
muito incentivado e ajudado pelos professores no Neppi,
contou. O Kadiwéu Juvenil Cruz, de 25 anos, está
no Cedoc desde o início da graduação,
em 2006. Hoje ele é estagiário do Cedoc, bolsista
do Programa Rede de Saberes e desenvolve seu TCC O
posto indígena Nalique e a política do SPI
no período de 1940 a 1960. A monografia será
o resultado da pesquisa realizada no Centro de Documentação.
http://www.rededesaberes.neppi.org/noticias.php?id=202
Gestores de
escolas indígenas debatem diretrizes curriculares
- PROJETO TUCUM
02/09/08
Sérgio Luiz Fernandes - Assessoria/Seduc-MT
Mato Grosso é referência no país na
formação de professores indígenas.
Com o projeto Tucum, foi pioneiro, na década passada,
na formação de professores indígenas
com nível superior. O estado quer continuar com uma
educação indígena inovadora agora,
não só na formação, com o projeto
Haiyô, mas com a participação da comunidade
indígena na formatação de suas matrizes
curriculares. Essa discussão deve garantir nas escolas
indígenas os direitos gerais da Educação
Pública, respeitando as especificidades das diferentes
etnias.
http://www.secom.mt.gov.br/ng/conteudo2.php?sid=55&cid=44364&parent=46
UFMG publica
edital de vestibular de dois novos cursos de graduação
01 de September de 2008
A Comissão Permanente do Vestibular (Copeve) da
UFMG publicou em sua página na Internet (www.ufmg.br/copeve)
edital do Vestibular UFMG 2009 para dois novos cursos de
graduação: Licenciatura em Educação
do Campo e Licenciatura Intercultural para Educadores Indígenas.
http://www.ufmg.br/online/assessoria_de_imprensa/arquivos/009667.shtml
Da aldeia
à academia
31/08/2008
Leonel Rocha - Correio Braziliense
Índios deixam as tribos para se dedicar aos estudos
e produzir teses e dissertações sobre cultura,
língua e patrimônio das etnias. A formação
ajuda também na defesa dos direitos de seus povos
Vindos de uma tradição baseada principalmente
na oralidade, os índios brasileiros conseguiram chegar
à academia. Nos últimos anos, passaram a registrar
em teses, artigos e livros, publicados em várias
línguas, suas histórias e parte do pensamento
de 238 povos diferentes, que falam 180 línguas e
reúnem cerca de 700 mil pessoas - metade delas vivendo
fora das aldeias. Uma primeira geração que
saiu das aldeias para estudar, apesar de ainda pequena,
conseguiu atravessar cursos de graduação em
várias universidades, fazer mestrado, doutorado e
até pós-doutorado. Segundo estimativas do
Ministério da Educação e de entidades
autônomas criadas pelos próprios índios,
existem cerca de 5 mil estudantes de várias etnias
nas salas de aula de diversas faculdades.
http://www.ces.fgvsp.br/index.cfm/www.iea.org/www.tierramerica.net/
www.drmarciobontempo.com.br/
images/index.cfm?fuseaction=noticia&IDnoticia=126221&IDidioma=1
Pesquisa demonstra
que professores querem trabalhar o tema da diversidade
Agosto/08
ABONG
Uma pesquisa intitulada Trilhas Negras e Indígenas
aplicou um questionário nas 1.500 escolas municipais.
O objetivo foi abordar um conjunto de temas referentes à
diversidade em sala de aula e à implementação
da LDB Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional, na perspectiva de flagrar o tratamento dispensado
pela administração ao tema.
Subdivido em seis blocos de perguntas, o questionário
foi respondido por precisamente 491 instituições
de ensino. No bloco referente à LDB/Lei n.º
10.639/2003, as respostas tratam de conhecimento ou desconhecimento
das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação
das Relações Étnico-raciais. As respostas
abordaram motivos que contribuem para a implementação,
motivos que dificultam a implementação e o
que pode vir a facilitar a aplicação das diretrizes.
Apenas 46% das respostas enviadas pelas escolas afirmaram
conhecer as Diretrizes Curriculares. Desse total, 84% já
utilizavam esse conhecimento como subsídio para os
trabalhos na escola. A pesquisa comprovou, porém,
que a maioria dos entrevistados tomou conhecimento da lei
após a realização de eventos promovidos
pela Secretaria de Educação.
O levantamento obteve respostas bastante variadas, dentre
os motivos que contribuem para a implementação
da LDB/Lei n.º 10.639/2003. Por essa razão,
987 respostas foram agrupadas em 22 subitens, já
que cada escola apresentou mais de um motivo que contribuiu
para a implementação da Lei.
Para 24% dos entrevistados, as escolas têm um papel
relevante no trabalho com a diversidade. Outros 20% destacaram
a importância em desconstruir os estereótipos
relacionados a negros e índios. E 15% reafirmaram
a necessidade de se construir um projeto pedagógico
voltado para a formação de cidadania..
Vários outros elementos foram lembrados, ainda que
de modo disperso, revelando o reconhecimento das escolas
sobre a legitimidade do tema, embora este reconhecimento
não venha acompanhado de ações praticas
e efetivas.
FALTA DE MATERIAL DIDÁTICO
Dentre os motivos que dificultariam a implementação
da lei estão a falta de formação, para
38% das respostas; e ausência de material didático,
para outros 26,7% citados.
Novamente cada escola apresentou mais de um motivo, mas
a falta de material geralmente estava associada também
à formação deficitária. Destacou-se
também a família como reprodutora de preconceitos
(34%) e a pobreza.
Os outros motivos foram bastante diversificados, desde o
argumento segundo o qual o trabalho com o tema pode reforçar
a discriminação (4%), até o questionamento
que culpabiliza o próprio negro como agente discriminador
(2%). Apenas seis respostas afirmaram que não há
elementos que dificultam a implementação da
lei.
O fato de serem perguntas abertas possibilitou aos dirigentes
e professores responderem o que consideram mais conveniente
e procedente. Mesmo assim, a pesquisa registrou apenas 65
respostas diretas sobre os motivos para não trabalhar
a lei. Desse total, 44% revelaram não ter tido tempo;
30,7% destacaram que não existem, ou não deveriam
existir atividades com esse fim; 9,3% argumentaram que a
lei não surgiu como demanda dos professores e alunos;
11% disseram que o tema está incluído de modo
implícito; e 5% apresentaram outras justificativas.
http://www.abong.org.br/
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