| Notícias de
Março/2008
Com recursos do MEC, municípios
vão construir 252 escolas em aldeias
28/03/2008
Ionice Lorenzoni
Coordenadores da educação escolar indígena
de 21 estados discutiram esta semana, em Brasília,
uma série de projetos que integram o Plano de Ações
Articuladas (PAR) para o setor. Entre os temas, destacam-se
a construção de escolas nas aldeias, a formação
de professores e a produção de materiais didáticos.
Participaram do encontro a Comissão Nacional de Educação
Escolar Indígena, representantes do Ministério
da Educação e da Fundação Nacional
do Índio (Funai).
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=10194
Acadêmicos indígenas
participam de Congresso de Direito Civil
28/03/08
Nataly Foscaches
Rede de Saberes
Viabilizar uma maior participação dos acadêmicos
indígenas em eventos de suas respectivas áreas.
Esta é uma das prioridades do projeto Rede de Saberes,
que entre outros eventos, está financiando a participação
de seis universitários indígenas de Direito
da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems) no
6° Congresso de Processo Civil e Direito Civil de Mato
Grosso do Sul. São eles: Genivaldo da Silva Vieira,
Glaúcia Mara Dias, Frede Frank Lili, Simone Elóy
Amado, que cursam o 3° ano, Arildo França, estudante
do 4° ano e Ezequias Vergílio, que cursa o 5°
ano. Realizado pela Universidade Católica Dom Bosco
(UCDB) e coordenado pelo Professor Júlio César
Souza Rodrigues, o evento que teve início no dia
27 e segue nos dias 28 e 29 de março, no Centro de
Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo,
tem o intuito de discutir a Reforma do Código de
Processo Civil e o novo Código Civil.
http://www.rededesaberes.org/www/index.html
História e cultura
dos índios disponíveis no portal Domínio
Público
27/03/2008
Maria Clara Machado / MEC
O portal Domínio Público pode ajudar professores
e alunos a conhecer melhor a história e a cultura
dos índios do Brasil. Além de documentos,
artigos, teses, livros, poesias, o portal torna disponível
para acesso, a partir desta quinta-feira, 27, a série
Vias dos Saberes. São quatro volumes que abordam
a temática indígena e étnico-racial.
Todo esse acervo pode ser consultado gratuitamente. Professor
e aluno podem se informar sobre a formação
da identidade do povo brasileiro, por meio de uma diversidade
de fontes e temas capazes de oferecer diferentes pontos
de vista sobre a temática indígena.
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=10182
Líderes yanomami
participam de curso de gestão indígena na
Atual
26-03-2008
Wilke Torres
Da Redação
Líderes yanomami participam de curso de gestão
indígena na Atual Da Redação
Uma parceria entre a Faculdade Atual da Amazônia,
Associação Software Livre e a Hutukara Associação
Yanomami está possibilitando a 12 lideres indígenas
a capacitação em diversas áreas como
informática, português, direito, saúde,
educação ambiental e cidadania. O curso tem
duração de três anos, quando os líderes
escolhidos por suas comunidades virão a Boa Vista
por períodos de dois meses para estudar. Com o encerramento
de cada um dos módulos, eles voltam para suas regiões
e tornam-se multiplicadores de conhecimentos.
http://www.folhabv.com.br/noticia.php?editoria=cidades&Id=37544
A afirmação
foi feita pelo ministro Fernando Haddad, em entrevista nesta
terça
25/03/2008
Ionice Lorenzoni / MEC
Em sabatina na sede do jornal Folha de S. Paulo, na tarde
desta terça-feira, 25, o ministro da Educação,
Fernando Haddad, respondeu a perguntas de jornalistas e
da platéia sobre a qualidade da educação
pública, formação e salário
dos professores, vestibular, expansão das vagas nas
universidades e nas escolas técnicas e sobre os desafios
que tem até 2010.
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=10167
Estado discute ações
e propostas à educação indígena
em 15 municípios
24/03/08
Veronilda Lima / A crítica de Rondônia
Em atendimento à determinação do
Governo do Estado de garantir educação de
qualidade a todas as crianças e adultos em idade
escolar, a Gerência de Ensino da Secretaria da Educação
(GE/Seduc) está reunindo desta segunda (24) até
a próxima quarta-feira (26) em Porto Velho cerca
de 50 representantes da educação indígena
de aldeias localizadas em 15 municípios rondonienses.
O objetivo do evento, que acontece pela manhã e à
tarde, no Rondon Palace Hotel, segundo a gerente de Ensino,
professora Sônia Casimiro, é discutir ações,
avaliar resultado de projetos já implementados e
ainda apresentar propostas como à implantação
do ensino fundamental de 9 anos, que deverá ocorrer
de forma imediata/unificada e gradativa.
http://www.acriticaderondonia.com.br/paginas.asp?
idMat=3&CodMat=22367&munic=54&edit=6
“Política
de cotas não tem pretensão de ser eterna",
diz secretário
23/03/2008
Folha Online / Agência Brasil
A Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção
da Igualdade Racial), completou cinco anos cinco anos de
existência ontem (21), dia em que também se
celebra o Dia Internacional contra a Discriminação
Racial. Ao fazer um balanço das ações
da pasta, o secretário-adjunto, Elói Ferreira,
destacou a implementação da política
de cotas para negros nas universidades.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u384908.shtml
Seminário sobre
ensino médio no Alto Rio Negro produz documento e
pede apoio aos órgãos públicos
20/03/2008
ISA
Realizado na maloca da Federação das Organizações
Indígenas do Rio Negro (Foirn), em São Gabriel
da Cachoeira, (AM) o evento buscou estruturar um sistema
de criação e fiscalização de
políticas públicas relacionadas ao ensino
médio indígena. Documento final detalha as
propostas.
http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=2631
Drogas atrapalham desempenho
de estudantes indígenas em Tabatinga, diz professor
19/03/08
Vladimir Platonow/Agencia Brasil
Enviado especial
Tabatinga (AM) - O consumo de álcool e drogas começa
logo cedo na vida dos jovens da aldeia de Umariaçu
2, em Tabatinga (AM), e acaba repercutindo no desempenho
escolar dos estudantes. A avaliação é
do professor de artes Nilson Alexandre Ferreira.
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/03/18/materia.2008-
03-18.3834403656/view
Universidades enfrentam
desafio de formar quatro mil professores índios até
2010
18/03/08
Jornal da Ciência
Ionice Lorenzoni, da Assessoria de Imprensa do MEC
Hoje, poucos mais de mil professores cursam licenciatura
específica
O Brasil tem este ano 1.044 professores indígenas
fazendo licenciatura específica em nove universidades
públicas federais e estaduais de estados das regiões
Norte, Centro-Oeste e Sudeste. Em maio e agosto, outros
85 professores, sendo 60 do Amazonas e 25 do Acre, iniciam
cursos em seus estados.
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id
=10113&interna=6
Carta da 37ª Assembléia
dos Povos Indígenas de Roraima
18/03/2008
CIR
Excelentíssimos Senhores,
A 37ª Assembléia dos Povos Indígenas
de Roraima, com a participação dos povos Ingaricó,
Macuxi, Taurepang, Sapará, Samuná, Patamona,
Wai Wai, Wapichana, Waimiri Atroari, Yanomami, Yekuana,
reunidos nos dias 06 a 10 março de 2008, na comunidade
indígena Barro, região Surumu, Terra Indígena
Raposa Serra do Sol-RR, amparados pelos dispositivos constitucionais
do artigo 176, 231 e 232 da Constituição Federal,
na Convenção 169 da OIT e na Declaração
da ONU sobre Direitos dos Povos Indígenas, após
amplo debate e avaliação, assim declaramos
e requeremos:
http://www.coiab.com.br/coiab.php?dest=show&back=index&id=42&tipo=N
Dourados terá projeto-piloto
de incentivo aos indígenas
18/03/08
Maria Lucia Tolouei/Douradosagora
A Associação Estadual dos Direitos das Comunidades
Indígenas (AEDCI) e
representantes das aldeias de Mato Grosso do Sul apresentaram
ao Governo do Estado, há exatamente um mês,
um projeto que deve iniciar em Dourados para depois ser
expandido às outras 69 aldeias de Mato Grosso do
Sul.
http://www.douradosagora.com.br/not-view.php?not_id=216861
Aluna de origem indígena
é homenageada por estudante de Medicina da UFRGS
Formando no curso repassou a Lucíola o jaleco que
utilizou durante a formação
12/03/08
Pollyane Silva, Especial, Jornal Zero Hora
A aluna Lucíola Maria Inácio Belfort, 31
anos, índia caingangue que entrou no curso de Medicina
da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) neste
semestre, foi homenageada na manhã de hoje em uma
sala do prédio da faculdade, em Porto Alegre. A idéia
partiu do aluno formando do curso, Marcos Breunig. O estudante
do 10° semestre entregou o jaleco que utilizou durante
sua formação e disse que desde que soube que
uma índia faria o curso de Medicina, decidiu que
faria o gesto.
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf
=1&local=1§ion=Geral&newsID=a1792716.xml
Programa Rede de Saberes
integra Relatório de Avaliação Externa
10/03/08
Por Antonio Brand
O Programa Rede de Saberes, UCDB e UEMS, integrou Relatório
de Avaliação Externa dos Projetos Pathways
en América Latina: Acción Afirmativa de Base
Étnica e Instituciones de Educación Superior,
elaborado por Sylvie Didou Aupetit e Eduardo Remedi Allione,
do Centro de Investigación y de Estúdios Avanzados,
do México. Os projetos Pathways, da Fundação
Ford, estão presentes em cinco países da África
e da Ásia, em 16 Instituições de Ensino
Superior (IES) do México (atendendo cerca de 7 170
estudantes), duas IES do Peru, duas do Chile e cinco IES,
no Brasil, incluindo duas IES com projetos junto aos afrodescendentes.
Todos esses projetos têm propósitos e enfoques
semelhantes, porém, incidências, armações
institucionais e estratégias muito distintas. É
fundamental destacar a diversidade de situações
em que esses projetos se inserem, decorrentes de diversos
fatores, tais como: - a situação muito diversificada
dos povos em cada país, população,
organização e estratégias; - a situação
política interna em cada país, com ênfase
na correlação de forças em cada local,
região e país, papel político representado
pelos povos indígenas, afrodescendentes e outros;
- e, como já assinalado, a situação
distinta das IES, entre outros. É importante não
esquecer que, em se tratando da América Latina, estamos
lidando com povos que trazem trajetórias históricas
marcadas pela exclusão total (tanto social como cultural)
e, de outro lado, com IES que sempre foram espaços
totalmente identificados com os interesses das elites coloniais
e, portanto, anti-indígenas. São raros, na
história, os “encontros” entre as demandas
e lutas dos povos indígenas e as IES. Trata-se, portanto,
de uma disputa de poder, que envolve a todos, inclusive
os acadêmicos índios. O Relatório destaca
as dificuldades em construir experiências de interculturalidade
ou, ainda, estabelecer um diálogo de saberes nas
IES. É aí que mais claramente se manifesta
a dupla dimensão da exclusão dos povos indígenas:
a social e cultural. Parece ser mais fácil para as
IES, hoje, dialogar com as categorias de exclusão
e inclusão social. A persistência do preconceito
contra os povos indígenas e sua cultura ainda segue
impedindo experiências de interculturalidade nas IES.
Como superar a visão de que não lidamos apenas
com “sujeitos escolares carentes”, mas com “sujeitos
étnicos diferentes”. Chama atenção,
ao ler o relatório, o amplo universo de dificuldades
dos acadêmicos índios, enfrentadas no cotidiano,
decorrentes deste longo processo de exclusão total.
Como dar-lhes apoio, pois essas dificuldades são
de tal ordem que impedem a sua permanência nas IES.
Aparece com destaque o problema dos currículos universitários,
rígidos, enciclopédicos, disciplinares, apoiados
em ensino linear e progressivo. Por isso, não bastam
apenas mecanismos facilitadores para o ingresso dos acadêmicos
índios como forma de superar a desigualdade verificada.
A experiência desenvolvida pelo Programa Rede de Saberes
é destacada em diversos momentos, em especial, pela
forma como o Programa está sendo desenvolvido aqui
na UCDB/UEMS, com ênfase no fato de ter uma equipe
de pesquisadores, coesa e articulada, que dá sustentação
ao programa e aos acadêmicos índios. O Relatório
destaca o fato da equipe já ter uma histórica
relação com as comunidades indígenas
de origem dos acadêmicos, o que facilita o apoio extra-tutoria
e a comunicação e a relação
acadêmicos – comunidades. A existência
da equipe do NEPPI é apontada pelos avaliadores como
o grande fator diferenciador da experiência na UCDB.
Um segundo destaque ao trabalho desenvolvido na UCDB diz
respeito ao engajamento dos acadêmicos em projetos
de pesquisa, apontado como relevante pelos avaliadores.
Por isso, e tendo presente as discussões realizadas
no encontro do México, vejo que a decisão
de, no período de 2008-2010 – próximo
projeto - centrar esforços no sentido de fortalecer
a articulação dos acadêmicos com suas
comunidades e organizações, bem como entre
eles mesmos, está correta. Devemos direcionar o trabalho
na perspectiva da autonomia desses povos, ou seja, para
que as IES contribuam, efetivamente, para melhorar as condições
de diálogo e para afirmação dos direitos
indígenas no país.
http://www.rededesaberes.org/www/index.html
Indígenas do curso
de Enfermagem Participam de Evento em Brasília
10/03/08
Equipe do PROESI
A FUNASA realizou nos dias 05 a 07 de março de
2008, em Brasília, o Seminário Estratégia
e Desafios: Acesso ao Ensino Superior para os Povos Indígenas,
com o objetivo de avaliar e propor encaminhamento para o
Projeto VIGISUS II que oferta bolsas para indígenas
fazerem cursos na área de saúde (Medicina,
Enfermagem e Odontologia).
Estavam presentes ao evento representantes de universidades
como UEM, UFRR, UEL, UNEMAT, UFMT, UEA, UEMS, UnB além
de órgãos como o MEC, FUNAI, FUNASA, CNE,
MPF e organizações e lideranças indígenas.
http://indigena.unemat.br/modules/news/article.php?storyid=38
Acadêmicos do PROESI
são aprovados para Mestrado
10/03/08
Equipe do PROESI
A aprovação de dois alunos egressos da primeira
turma de graduação, no Curso de Mestrado em
Ciências Ambientais, confirma a relevância do
Programa de Formação de Professores Indígenas.
Os novos mestrandos (Professor Korotowi Taffarel e Maiua
Meg Poanpo Txikão) são professores concursados
da rede estadual e atuam na Área Indígena
do Xingu.
http://indigena.unemat.br/modules/news/article.php?storyid=37
Novos representantes dos
acadêmicos indígenas na UCDB discutem planos
de ação
08/03/08
Por Nataly Foscaches
Durante a primeira reunião geral entre a equipe
de coordenação do Rede de Saberes/ Universidade
Católica Dom Bosco (UCDB) com os acadêmicos
indígenas da instituição, que aconteceu
no dia 29 de fevereiro, foram eleitos através de
voto aberto os estudantes que irão representá-los
durante este ano letivo. Os escolhidos foram: a acadêmica
Kadiwéu do curso de direito, Carla Mayara Alcântara
Cruz e o estudante da mesma etnia que cursa história,
Juvenil Cruz. Segundo os representantes, a experiência
é fator primordial para atuar com responsabilidade
e tato frente à universidade. Já que ambos
participam ativamente desde o início do programa
Rede de Saberes. “Sou uma das veteranas do Rede, e
acredito que tenho uma grande capacidade para representar
os demais colegas devido a experiência que adquiri
vendo as representações passadas,” afirma
Carla. “Neste momento, eu estou mais preparado para
ser representante, pois já conheço o funcionamento
do projeto. Isso facilita para buscar melhorias para os
demais estudantes e a acompanhar o desenvolvimento do projeto,”complementa
Juvenil. Para estes estudantes, o acesso e permanência
nas universidades e o fato de representar os acadêmicos
indígenas significa a busca de autonomia do seu povo
e afirmação da cultura indígena. “Tudo
isto, influencia de forma positiva por que quebra preconceitos,
busca novos desafios e busca novas formas de incentivar
os órgãos competentes a criar uma nova política
de sustentabilidade para os povos indígenas,”explica
o futuro historiador. “Cada conquista que adquirimos
influencia diretamente na história dos povos indígenas,
indicando que estamos crescendo juntamente com nosso conhecimento
tradicional,” diz a acadêmica. De acordo, com
Juvenil, além da dificuldade de permanência
desta demanda de universitários indígenas,
o maior obstáculo ainda é conseguir mais benefícios
por meio das políticas públicas. Mesmo assim,
os resultados do Rede de Saberes já é satisfatório
pois possibilita uma maior ingresso de acadêmicos
indígenas e menor índice de desistência.
“Precisamos lutar para conseguirmos bolsas de estudos,
moradia e alimentação junto aos órgãos
competentes. Vejo que toda a movimentação
que fizemos ainda não mexeu suficientemente com as
políticas publicas, mas tivemos também algumas
conquistas como a renovação do projeto e a
grande entrada de novos alunos vindos da aldeia e também
os números de desistentes diminuíram, graças
à implantação do Rede de Saberes aqui
na UCDB,” enfatiza. A partir deste contexto e da perspectiva
indígena de organização e reivindicação,
os representantes tem como principal plano de ação,
agir em consenso com os demais universitários. “Pretendo
atuar com o apoio de todos os acadêmicos, unindo forças
para que possamos conquistar os novos objetivos,”compromete-se
a acadêmica de direito. “Quero influenciar mais
nas políticas indígenas para lutar como coletivo
para conquistar nosso espaço,”reforça
Juvenil.
http://www.rededesaberes.org/www/index.html
Programa que incentiva
ensino superior para indígenas é elogiado
em seminário
06/03/2008
Funasa
A coordenadora da 6ª Câmara de Coordenação
e Revisão do Ministério Público Federal,
Débora Duprat, classificou, nesta quinta-feira (6/3)
como fascinante, a proposta debatida durante o seminário
Estratégias e Desafios: Acesso ao Ensino Superior
para Povos Indígenas, que está sendo realizada
pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa),
no Hotel Lake Side, em Brasília.
A ação faz parte do conjunto de atividades
a serem desenvolvidas para consolidação da
Política Nacional de Atenção à
Saúde Indígena, previstas no subcomponente
I do Projeto Vigisus II/Funasa.
“Não conhecia direito o projeto, mas fiquei
bem impressionada. É interessante pensar que ações
de educação não ficam presas a um único
órgão (referindo-se ao Ministério da
Educação). Mesmo não sendo obrigação,
Vigisus e Funasa criaram um programa educacional para índios”,
disse Duprat, referindo-se ao Programa Funasa/Vigisus que
incentiva o ensino superior para indígenas.
Também presente a mesa de debate, Ramona Ferreira,
coordenadora de apoio a gestão social da Funasa,
aproveitou a ocasião para mostrar o funcionamento
do sistema de atenção à saúde
indígena da Funasa à Duprat. “É
importante que todos saibam como funciona nosso sistema
e nosso trabalho. Desde nossos trabalhos no topo da cadeia
como na base, lá nas aldeias”, conclui.
http://www.funasa.gov.br/
Seminário apresenta
relato de indígenas sobre parceria de universidades
com o Projeto Vigisus
06/03/2008
Funasa
O seminário “Estratégias e Desafios:
Acesso ao Ensino Superior para Povos Indígenas”
prosseguiu nesta quinta (6/3), pela manhã, com o
relato dos índios Gilmar Alcântara e Gércia
Albuquerque, da etnia Baré, que cursam, respectivamente,
odontologia e medicina, na Universidade Estadual do Amazonas
(UEA).
Eles elogiaram, no seminário, a parceria da Universidade
com o Projeto Vigisus. “Graças ao Programa
de Bolsa de Estudo da Funasa, conseguimos prosseguir os
estudos”, ressaltou Gilmar Alcântara. Gilmar
e Gércia alegam que só tiveram condições
de prosseguir o curso graças à bolsa de R$
900 que recebem da Funasa através do Vigisus, um
programa em parceria com o Banco Mundial.
Os estudantes explicaram que as dificuldades começaram
depois que foram matriculados na UEA como moradores da capital,
sem serem ouvidos. Com isso, segundo as disposições
da universidade, não tiveram direito ao auxílio
alimentação, moradia e transporte, que só
é dado aos alunos que vem do interior.
Gilmar e Gércia estavam quase desistindo do diploma,
pois não tinham mais condições de se
manter na Universidade, quando a Funasa anunciou em novembro
passado a concessão das bolsas de estudos à
estudantes indígenas, graças a iniciativa,
os dois poderão concluir os estudos. O estudante
indígena Gilmar Alcântara, agora vê seu
sonho mais perto de ser realizado: “Apesar das dificuldades,
fomos prosseguindo no curso, movidos da grande vontade de
nos formar. Meu maior sonho sempre foi ser dentista”.
http://www.funasa.gov.br/
Orientadores do Rede de
Saberes reúnem-se para discutir os trabalhos deste
ano
05/03/08
Por Valeska Medeiros
Orientadores do Rede de Saberes reuniram-se na última
quarta-feira (27) para discutir os projetos que serão
realizados esse ano e a disponibilidade para orientação.
Foi definido que para dar mais suporte aos acadêmicos,
os orientadores acompanharão periodicamente a execução
dos projetos. Os docentes terão 4h semanais para
o aprimoramento da metodologia científica, já
que os indígenas relatam que o maior impedimento
na realização dos projetos é a falta
de habilidade em produzir os trabalhos dentro das normas
científicas da Associação Brasileira
de Normas Técnicas (ABNT). O Rede de Saberes tem
como objetivo desenvolver ações de apoio aos
alunos indígenas em sua trajetória acadêmica,
e esse ano está com 15 bolsas de auxílio para
incentivá-los a iniciação científica.
http://www.rededesaberes.org/www/index.html
Indios universitários
analisam futuro profissional
05/03/2008
Funasa
A perspectiva de futuro profissional, depois de formados,
dos índios que estudam na Universidade Federal de
Roraima, pode ser resumida em três pontos: dar melhor
assistência às comunidades do estado, graças
a uma formação humanística e científica
que estão procurando consolidar. Participar do planejamento,
juntamente com organismos colegiados, na formulação
e avaliação das políticas públicas
dos povos indígenas, propondo soluções
e promover, nessas comunidades, ações de saúde
em parceria com agentes e professores que atuam na área.
Essa análise foi feita ontem pelas alunas Josilene
Marques e Rosiele Mangulão, da tribo Wapixana, que
estão matriculadas nos cursos superiores e participam
do seminário "Estratégias e desafios:
acesso ao ensino superior para os povos indígenas",
que se realiza em Brasília. Segundo elas, graças
a uma bolsa de R$ 910,00 concedida pela Funasa através
do Projeto Vigisus, em parceria com o Banco Mundial, está
sendo possível a formação de 5 alunos
índios na área de ciências econômicas,
5 em ciências sociais e 4 em medicina.
Segundo professor Marcos Braga, do Núcleo Isikiran
de Formação Superior Indígena da UFR,
que presta assistência aos índios matriculados
e promove ações de recrutamento de futuros
alunos, junto às comunidades, o trabalho tem sido
árduo. E ele explicou: "Roraima é um
estado onde os índios, por várias razões
conhecidas, são olhados com grande restrição.
Por isso é muito difícil promover sua interação
com a sociedade. Os cursos universitários podem ser
um bom caminho".
Terêncio Wapixana, Coordenador do Conselho Indigenísta
de Roraima, concorda com a tese defendida pelo professor,
destacando o papel dos caciques, que incentivam os jovens
das várias comunidades a se inscrever nos cursos
universitários, como forma não só de
integração social, mas, sobretudo, para poder
dar sua contribuição na área de saúde,
às tribos de origem.
http://www.funasa.gov.br/
Índios formados
pela UnB retornam a comunidades
05/03/2008
Funasa
A Fundação Nacional de Saúde (Funasa),
por meio do Projeto Vigisus II, está promovendo entre
hoje e sexta-feira (7/2), o seminário Estratégias
e Desafios: Acesso ao Ensino Superior para Povos Indígenas.
O evento, que acontece no Hotel Lake Side, em Brasília,
apresentou, nesta tarde um projeto que matriculou de 2006
para cá 22 indígenas na Universidade de Brasília.
Antes disso, outros 15 índios foram transferidos
para mesma universidade.
Pelo programa, os índios recém-formados devem
retornar à aldeia de origem para ajudar a comunidade.
Por conta disso, a maior parte deles estuda cursos da área
de saúde e ciência agrária. Isso faz
com que eles não percam a identidade cultural, além
de facilitar a comunicação para os trabalhos
de campo.
Os acadêmicos indígenas recebem ainda auxílio
psicológico, tutor específico e vestibular
diferenciado, quando são testados apenas nos exames
de português, matemática e redação.
“Isso é muito importante para uma melhor inserção
do indígena na universidade. Na primeira vez que
trouxemos índios para a UnB sentimos que a falta
de base durante o ensino médio dificultava o aprendizado
no ensino superior”.
Após acompanhamento específico identificamos
a falha e resolvemos o problema”, diz a coordenadora
do serviço de orientação universitária
e representante pelo acompanhamento dos indígenas,
Aparecida Cunha.
Para coordenadora da Fundação Nacional do
Índio (Funai) Maria Helena, a qualificação
pré-ensino superior é de extrema importância.
“A bolsa universitária é muito valorosa.
Entretanto é preciso qualificar o ensino superior
também’, ratificou.
A proposta do Programa de Bolsas de estudos para indígenas
no Ensino Superior faz parte do conjunto de ações
e atividades a serem desenvolvidas para consolidação
da Política Nacional de Atenção à
Saúde Indígena, previstas no subcomponente
I do Projeto Vigisus II/Funasa.
http://www.funasa.gov.br/
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