Trilhas de Conhecimentos - O Ensino Superior de Indígenas no Brasil

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Notícias / Educação Superior



Informe sobre a reunião com o Secretário da SECAD/MEC
07 de novembro de 2007

Professor de Roraima transforma tese em dicionário indígena  
27 de novembro de 2007

HOME PAGE PORTAL AMAZONIA, BOA VISTA - Uma pesquisa do professor da Universidade Federal de Roraima (UFRR), Emanoel Gomes dos Santos, será transformada em gramática para os povos indígenas. O doutor em lingüística antropológica da UFRR defendeu a formação da linguagem dos índios Wapixana em sua tese de doutorado, e agora planeja transformar o trabalho em material didático para os povos indígenas de Roraima.

O povo Wapixana habita exclusivamente as savanas ao norte de Roraima. Estão espalhados nas regiões de Surumú e Taiano, no Amajarí e na República da Guiana. Do lado brasileiro, a maior parte das aldeias localiza-se na região conhecida por Serra da Lua. Atualmente, a população dos Wapixanas é de aproximadamente onze mil índios. Desse total, cinco mil vivem em Roraima.  

Fonte: 6ª CCR

http://ccr6.pgr.mpf.gov.br /institucional/clipping /clippings/27_11_2007.pdf

 
Fapeam discutirá programa de iniciação científica com lideranças indígenas
23 de novembro de 2007

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) realizará um encontro com membros de organizações indígenas para debater o termo de referência com a proposta do Programa Amazonas de Ciência de Integração para os Povos Indígenas que pretende promover a iniciação científica de granduandos indígenas. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (22), durante a segunda reunião da Câmara de Assessoramento Científico de Pesquisa da Fapeam, realizada no Centro Cultural dos Povos da Amazônia.  

A iniciativa do programa é inédita no país no âmbito das Fundações de Amparo à Pesquisa. Cerca de 20 especialistas, de diferentes áreas do saber, participaram da reunião. Na ocasião foram debatidas propostas para a formatação do edital de seleção do programa, entre as quais as linhas de pesquisa a serem desenvolvidas, o público-alvo atingido e os critérios de seleção dos candidatos.  

A diretora técnico-científica da Fapeam, Elisabete Brocki, avaliou positivamente a reunião. Segundo ela, o encontro serviu para captar as diferentes visões de pesquisadores, em sua maioria com estudos e ações desenvolvidas na área, sobre a proposta do programa, com previsão de lançamento para 2008. Ela explicou ainda que o programa se trata de um grande desafio porque parte de uma perspectiva inovadora.  

Os pesquisadores que participaram da reunião ficaram entusiasmados com a proposta e parabenizaram a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas pela iniciativa inovadora. A antropóloga e pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Ana Carla Bruno, destaca que o programa pode favorecer “O diálogo entre os saberes”, bem como permitir maior conhecimento sobre a cultura das comunidades indígenas.  

Fonte: FAPEAM

http://www.fapeam.am.gov.br /noticias/noticia_2179.html  

 

Operadores Indígenas em Direitos realizam 4° Encontro Estadual 
08 de novembro de 2007    

De 16 a 18 de outubro de 2007, o Conselho Indígena de Roraima – CIR promoveu 4° Encontro Estadual dos Operadores Indígenas em Direitos no Lago do Caracaranã, região Raposa, TI Raposa Serra do Sol. O evento é uma atividade do Departamento Jurídico em parceria com a Fundação Ford e contou com o apoio do Núcleo Insikiran de Formação Superior Indígena da Universidade Federal de Roraima. 
 
 
Em 2003, o CIR promoveu o 1° Encontro Estadual dos Operadores Indígenas de Direitos para possibilitar informações e debates acerca dos direitos humanos dos povos indígenas, agregando novos conhecimentos e trocas de experiências entre os diferentes povos. 
 
O 4° Encontro reuniu 62 participantes dos povos Ingaricó, Macuxi, Wapichana, Taurepang, Yekuana, Yanomami, Sanumá de todas as etno-regiões do Estado de Roraima: Amajari, Baixo Cotingo, Raposa, Taiano, São Marcos, Serras, Serra da Lua, Surumu, Yanomami e Boa Vista. Marcaram presença, também, a Associação dos Povos Indígenas da Terra São Marcos – APITSM, Associação Yanomami Hutukara, Organização das Mulheres Indígenas de Roraima – OMIR, e Organização dos Índios na Cidade – ODIC.  
 
O tema abordado pelos Operadores Indígenas em Direitos foi “Educação, Saúde, Meio Ambiente”. Dionito José de Souza, Coordenador Geral do CIR, presente na abertura do evento falou que a iniciativa é fortalecer os povos indígenas. O tema foi escolhido no 3° Encontro dos Operadores por ser demanda das comunidades indígenas, que buscam se organizar e ter respostas sobre às políticas públicas que lhes afetam.  
 
“O encontro estadual reuniu lideranças indígenas de diferentes regiões que buscam aprimorar seus conhecimentos sobre a matéria dos direitos humanos. A iniciativa forma multiplicadores em direitos, em especial sobre os direitos indígenas. Desde 2001, lideranças indígenas vêem participando de cursos em direitos humanos que levam aos povos indígenas o conhecimento sobre direitos e garantias fundamentais, em especial os direitos constitucionais indígenas. O objetivo é oferecer subsídios legais e capacitação jurídica para as lideranças discutirem e se manifestarem sobre os diversos fatores que incidem sobre os direitos e interesses dos povos indígenas”, relatou Joênia Wapichana, organizadora do evento.  
 
Convidados da mesa redonda: “Educação que temos e Educação que queremos”, o líder Macuxi, Telmo Ribeiro, Coordenador Geral do COPIAM (Conselho dos Professores Indígenas da Amazônia), expôs um breve histórico sobre a mobilização indígena na busca da construção de políticas públicas que respeitem os direitos e garantias fundamentais dos povos indígenas, analisando aspectos importantes da legislação indigenista que trata da educação escolar indígena, em especial dos direitos constitucionais.  
 
Telmo analisou que não bastam as declarações expressas nas leis, mas o Estado Brasileiro deve implementar tais garantias para que de fato os povos indígenas possam exercer seus direitos com tranqüilidade e respeito, o que no contexto atual há muito para fazer.  
 
Marcos Braga , coordenador do Núcleo Insikiran da Universidade Federal de Roraima – UFRR expôs sobre os espaços conquistados na UFRR pelos povos indígenas, destacando a importância da participação dos povos indígenas na construção das políticas públicas positivas e ações afirmativas.  
 
O tema “Saúde Indígena”, os representantes do CIR - Saúde, Sineia Bezerra e Desmano de Souza, relataram um breve histórico sobre a atuação do Movimento Indígena em Roraima na área de saúde, demonstrando a importância das comunidades indígenas no processo de construção de políticas voltadas especialmente aos povos indígenas, a criação dos Distritos Sanitários e seus Conselhos. O convidado da Funasa – DF, Edgard Magalhães explanou sobre a Política Nacional de atenção a saúde dos povos indígenas, as principais legislações e diretrizes que regem sobre a saúde indígena, mudanças e discussões atuais. 
 
No 3º tema explanado foi sobre as “Mudanças Climáticas e a Conservação da Biodiversidade” com participação do Ibama-RR e do INPA-RR. A analista ambiental Iana Vasconcelos explicou aos participantes o tema Mudanças Climáticas, as atribuições de causa, principais definições técnicas e seus efeitos globais. A 3ª Conferencia Nacional do Meio Ambiente tratará o tema. 
 
O INPA-RR, através do convidado Vincenzo Lauriola, expôs sobre as principais discussões nacionais e internacionais sobre o tema, enfocando que muitas ganharam forças em 1992, com a ECO 92, confirmadas em 1997 com o Protocolo de Quioto, considerando relatórios e estudos das Conferencias Ambientais das Nações Unidas e as perspectivas da agenda ambiental.  
 
Durante o 4° Encontro os Operadores Indígenas em Direitos debateram sobre a legislação especifica sobre a educação escolar indígena, saúde e sobre mudanças climáticas. O Encontro veio somar os conhecimentos dos Operadores Indígenas em Direitos e contribuir para o fortalecimento dos Povos Indígenas. O próximo Encontro Estadual ficou agendado para 2008 no Lago Caracaranã.  
 
Fonte: Conselho Indígena de Roraima

http://www.cir.org.br/noticias .php?id=462  



PRORROGADO PERÍODO DE INSCRIÇÕES PARA MESTRADO EM DESENVOLVIMENTO LOCAL/UCDB

23 de novembro de 2007

Foi prorrogado para 30 de novembro o término das inscrições para o Mestrado em Desenvolvimento Local da UCDB. A área de concentração é Desenvolvimento Local em Contexto de Territorialidades, e as linhas de pesquisa são: Desenvolvimento Local em Territorialidades de Micro e Pequenos Empreendimentos e Desenvolvimento Local em Dimensões Sócio-Comunitárias com Atenção em Comunidades Tradicionais.

http://www.noticias.ucdb.br/?menu=noticia&cod_not=27876


Primeira cotista indígena defende trabalho de conclusão de curso
22 de novembro de 2007

A acadêmica Rosinete Barbosa Pedro, cotista indígena da 1ª turma que ingressou na UEMS em 2004, no curso de Letras/Espanhol, defendeu o seu trabalho de conclusão de curso, no dia 20 de novembro, intitulado “A língua Guarani/Kaiowá na Escola Joãozinho Caarapé Fernando: visões em confronto”.

http://www.uems.br/portal/

Primeiros alunos cotistas da UEMS serão graduados este ano
21 de novembro de 2007

No final deste ano, 63 alunos que concorreram ao primeiro vestibular UEMS pelo sistema de cotas, em 2003, estão concluindo a sua graduação. Aproximadamente mil estudantes – entre negros e indígenas - estão regularmente matriculados em 40 cursos da universidade e tiveram êxito acadêmico devido, principalmente, às diversas ações de permanência promovidas pela instituição.

http://www.uems.br/portal/


I Seminário Diálogo de Saberes em Saúde começa na quarta
19 de novembro de 2007

As ciências sociais e as ciências da saúde se unem para aprofundar discussão sobre as diferentes representações sociais da saúde e da doença. Para contribuir com esse espaço, a UFGD prepara discussão e reflexão no I Seminário - Diálogo de Saberes em Saúde, que acontece nos dias 21 a 24 de novembro, na Câmara Municipal e na Uniderp (Unidade I).

http://www.ufgd.edu.br/util /noticias/mostrar.php?codigo =1369


CONFERÊNCIA ESTADUAL DA EDUCAÇÃO
TEMA: EDUCAÇÃO INDÍGENA E EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS
DIRETRIZES E OBJETIVOS PARA O PLANO DECENAL DE EDUCAÇÃO - 2008/2017
08 de novembro de 2007

Governo do Estado do Ceará
Secretaria da Educação
Conselho Estadual de EducaçãoDiretrizes

Os programas de educação diferenciada, intercultural e bilíngüe dos povos indígenas e afro-descendentes (comunidades quilombolas) serão construídos pelas próprias comunidades e voltados para o fortalecimento da memória histórica, para a reafirmação e garantia de suas identidades étnicas, para a valorização das línguas, crenças, tradições, artes e ciência dos povos.
2. A SEDUC apoiará (incentivará) (assegurará) (viabilizará) , em parceria com os Conselhos de Educação e a participação dos segmentos sociais, iniciativas de reformulação dos currículos escolares, introduzindo referências, conceitos, sentimentos e conteúdos voltados para a diversidade cultural, racial, econômica e social brasileira, considerando a realidade local.
3. A oralidade, a corporeidade, a arte e as culturas indígenas e afro-descendentes integrarão os currículos escolares da educação básica também na escola regular e serão trabalhadas como temas transversais.
4. O estado do Ceará realizará, em parceria com as universidades, mapeamento do uso das línguas faladas por remanescentes índios e negros, e catalogará material escrito, patrimônio artístico e cultural dos movimentos afro-descendentes e de grupos indígenas.
5. A SEDUC, em articulação com os movimentos sociais, as escolas, as SME, incentivará (assegurará) a produção e publicação de materiais didáticos e pedagógicos específicos, em número suficiente para atender alunos indígenas e afro-descendentes, de acordo com a Lei nº. 10.639/03.
6. Os materiais didático-pedagó gicos, produzidos ou adquiridos, deverão tratar sobre a cultura, a religiosidade, e a história afro-brasileira e africana, comporão os acervos das bibliotecas e serão disponibilizados para professores e alunos.
7. As escolas indígenas e afro-descendentes funcionarão independentemente do número de alunos e serão acompanhas pela SEDUC e pelas CREDE, em regime de colaboração com os sistemas municipais.
8. As peculiaridades dos povos indígenas e quilombolas serão reconhecidas e fortalecidas na arquitetura das escolas diferenciadas, e construídas em regime de colaboração entre União, Estado e Município, para atender as necessidades da comunidade local.
9. As comemorações das manifestações históricas, culturais e religiosas dos povos afro- brasileiros e africanos constarão do calendário escolar.

Objetivos

Ampliar o acesso de crianças, adolescentes e jovens em escolas diferenciadas.
Promover a inclusão digital de alunos e professores da escola diferenciada.
Inserir jovens estudantes das escolas diferenciadas no mundo do trabalho.
Desenvolver o protagonismo juvenil nas escolas diferenciadas.
Melhorar a qualidade dos padrões básicos de infra-estrutura das escolas diferenciadas.
Fortalecer o sentimento de pertença entre índios e afro-descendentes.
Melhorar os indicadores educacionais na escola diferenciada.
Fortalecer os vínculos da escola com as famílias.

Fonte: Lista yahoogrupos :“Temática Indígena no Ceará”

Rede de Cooperação Alternativa Brasil
RCA Brasil


No dia 04 de setembro, a RCA Brasil esteve numa audiência, em Brasília, com o novo secretário da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, Prof. André Lázaro. Representaram a RCA: Vera Olinda (CPI-AC), Marta Azevedo (ISA), Maria Elisa Ladeira (CTI) e Luís Donisete Grupioni (Iepé).

Na pauta da audiência dois pontos principais de discussão: a partir do documento manifesto elaborado no Encontro Macapá ( Manifesto de Macapá ), solicitou-se a continuidade do financiamento do FNDE para as organizações indígenas e indigenistas e cobrou-se maior interlocução do governo com as ONGs, totalmente alijadas do MEC no Governo Lula.

O Secretário respondeu que o financiamento estava agora sujeito a um novo modelo, focado em arranjos educacionais pautados por territorialidades (o que foi considerado um avanço), a partir de um plano de 4 anos a ser gerido a partir dos sistemas de ensino estaduais (o que foi considerado uma calamidade).

Mostramos ao Secretário como era inviável, tanto do ponto de vista administrativo quanto político submeter as ONGs indígenas e indigenistas às Secretarias Estaduais. Mostramos como nosso trabalho era diferente do realizado pelas secretarias e como em várias situações haviam conflitos e que essa opção preferencial pelos sistemas de ensino estaduais retirava todo o protagonismo político dos índios e de seus aliados.

O Secretário disse que havia uma recomendação do Ministro da Educação contra financiamento de ONGs, visto o número de denúncias do Programa Brasil Alfabetizado. Mas chegou-se ao reconhecimento de que as ONGs indígenas e indigenistas nada tinham a ver com isso e deveriam ter um tratamento diferenciado.

O Secretário se comprometeu a buscar uma solução para isto dentro do MEC, a nos engajar no detalhamento desta proposta de arranjo educacional e a responder formalmente o manifesto que havíamos apresentado (mas não fez até agora).

Em termos de maior participação e interlocução política a SECAD ficou de convocar a Comissão Nacional de Professores Indígenas e ampliá-la, tal como sugerido pelos professores indígenas, incorporando as ONGs nesta instância. Ao longo de 2007 o MEC não convocou nenhuma reunião dessa Comissão, interrompendo o diálogo com os professores indígenas.

Na seqüência da reunião, a SECAD/MEC agendou uma reunião em que apresentou sua proposta de divisão territorial/étnica a ser implementada para esse novo modelo de financiamento. Maria Elisa e Vera fizeram sugestões a esse modelo.

A RCA discutiu a respeito da necessidade de continuar acompanhando de perto essa nova proposta do MEC, pois claramente ela não contempla o trabalho das organizações indígenas e indigenistas, nem os programas de formação que estão sob nossa condução. Ela interrompe uma linha de financiamento asfixiando nossos projetos e nossa atuação e passa um cheque em branco para os sistemas de ensino, alterando a correlação de forças nos contextos locais, em relação aos quais o MEC possui pouco conhecimento.

Assim, na nossa avaliação o que poderia ser avaliado como um avanço (novas formas de pensar a estrutura da formação de professores indígenas em planos mais integrados e duradouros, por sinal uma proposta que a RCA apresentou no início do governo Lula) se mostra uma armadilha, ao ser decidido sem discussão, sem participação indígena, sem visão e implicação política e alijando índios, universidades e organizações da sociedade civil da execução de uma política pública, que vem sendo marcada por descontinuidades e rupturas.

Fonte: Rede de Cooperação Alternativa - RCA Brasil

http://rcabrasil.blogspot.com/


Lançado edital do processo seletivo do Curso de Licenciatura Indígena
05 de novembro de 2007

Poderão se inscrever os candidatos Guarani e Kaiowá e as inscrições vão até o dia 06 de dezembro

Diferente dos outros cursos que já tiveram as inscrições abertas para o processo de seleção Vestibular de Verão 2008 UFGD, o Curso de Licenciatura Indígena abriu hoje (05/10), o preenchimento de 60 vagas. A inscrição é gratuita e pode ser feita pelo site da UFGD ( www.ufgd.edu/vestibular ), como também na Secretaria do Centro de Seleção da UFGD, em Dourados, ou no Núcleo de Apoio da Funai em Amambaí e vão até o dia 6 de dezembro.

Poderão se inscrever os educadores Guarani e Kaiowá, portadores de certificado de conclusão do ensino médio ou equivalente, que não possuam curso superior e estejam exercendo funções de magistério, gestão ou atividades educacionais correlatas no Sistema de Ensino Público.

Os candidatos portadores de necessidades especiais deverão entregar na Secretaria da Comissão Especial de Seleção da UFGD, até o dia 03 de dezembro, o requerimento, em formulário próprio, em que solicitam as condições especiais necessárias para a realização das provas, devendo anexar declaração ou atestado médico que especifique o grau ou o tipo de deficiência.

O Curso de Licenciatura Indígena – Teko Arandu – funciona em regime modular especial, sendo que no período de aulas, as atividades acontecerão em tempo de duração integral, com período de integralização mínimo de 4 anos.

As provas serão realizadas somente em Dourados, no dia 13 de janeiro de 2008, e serão compostas de entrevista, redação em guarani, redação em português e prova com questões objetivas.

A documentação e os procedimentos para inscrição estão relacionados no edital, bem como o Manual do Candidato que constam informações sobre o perfil do profissional a ser formado e as principais características do curso, estão disponíveis em http://www.ufgd.edu.br/vestibular .

Mais informações podem ser obtidas junto ao Centro de Seleção da UFGD (Rua João Rosa Góes, 1919, Vila Progresso, em Dourados), ou pelo telefone: (67) 3427-2587.

Fonte: UFGD

http://www.ufgd.edu.br/util/noticias/mostrar.php?codigo=1344


O TRABALHO
01 de novembro de 2007

O QUE PENSA UM JOVEM DO SEU FUTURO?????????

HOJE NÓS INDÍGENAS ESTAMOS SEMPRE LUTANDO POR UMA VIDA MELHOR , HOJE HÁ INDÍOS CURSANDO A FACULDADE , OUTROS JÁ SÃO FORMADOS , MUITOS DELES TRABALHAM NA ALDEIA NOS POSTOS DE SAÚDE E ESCOLAS. TAMBÉM TEMOS VONTADE DE TRABALHAR NO COMÉRCIO DA CIDADE, SERIA ÓTIMO SE TIVESSE COTAS , ASSIM COMO TEM COTAS PARA ÍNDIOS NA UNIVERSIDADE , SERIA ÓTIMO SE ISSO ESTIVESSE EM LEI E DE CADA CEM PESSOAS CONTRATADAS AO MENOS DEZ ÍNDIOS CONTRADOS TAMBÉM, ISSO É UM INCENTIVO PARA QUEM VAI TRABALHAR PELA PRIMEIRA VEZ , OU SEJA O PRIMEIRO EMPREGO ........

HOJE TEMOS A FUNAI QUE É PRÓPRIA PARA OS ÍNDIOS , MAS AO CHEGAR NO NÚCLEO DA FUNAI NA CIDADE PERCEBI QUE APESAR DA FUNAI SER DO ÍNDIO , NÃO TEM SEQUER UM ÍNDIO TRABALHANDO LÁ , EU NUNCA PRESENCIEI UM CURSINHO DE CAPACITAÇÃO QUE A FUNAI DEU AOS INDÍGENAS PARA TRABALHAREM LÁ , ELA ESTÁ CADA VEZ MAIS LONGE DOS INDÍGENAS E EU NÃO ENTENDO POR QUE A NOSSA IDENTIDADE INDÍGENA SERVE PARA POUCA COISA. SE UM INDÍGENA VAI VIAJAR , TIRAR CARTEIRA DE MOTORISTA , FAZER CONTA EM BANCOS E OUTROS , ELE NECESSITA DO RG CIVIL , POR QUE ISSO????????

POR QUE???????????????????????????????????

INTEGRANTE DA AJI

Fonte: Ação de Jovens Indígenas de Dourados

http://ajindo.blogspot.com/


UFMT cria programa de inclusão indígena
01 de novembro de 2007

Tendo como nome "Guerreiros da Caneta", o Conselho de Ensino e Pesquisa da UFMT (Consepe) aprovou ontem, dia 12, a criação do Proind-Programa de Inclusão de Estudantes Indígenas. O programa tem como objetivo possibilitar o acesso ao ensino superior de estudantes de etnias estabelecidas em Mato Grosso e será desenvolvido em parceria com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e com a Fundação Nacional do Índio (Funai). Na UFMT, o Proind estará vinculado à Pró-Reitoria de Ensino de Graduação e será coordenado por uma Comissão Interdisciplinar e Interinstitucional, que se encarregará do acompanhamento acadêmico permanente dos estudantes indígenas.

O Proind foi criado para um período de cinco anos, que poderá ser estendido posteriormente. Para essa fase inicial, foram destinadas cem vagas, sendo dez para 2008, 20 para 2009, 20 para 2010, 25 para 2011 e 25 para 2012. A seleção dos candidatos será efetuada através de um processo específico e diferenciado, no qual, além da prova objetiva, de conhecimentos gerais e da redação, haverá uma prova oral em que se valorizarão a tradição da oralidade e os conhecimentos dos povos indígenas. As dez vagas previstas para 2008, destinam-se aos cursos de nutrição (2), agronomia (2), engenharia florestal (3) e engenharia sanitária e ambiental (3). Nos anos seguintes, a definição da distribuição das vagas entre os cursos da UFMT estará condicionada à demanda dos povos indígenas, à aprovação dos órgãos colegiados e à obtenção de bolsas para os alunos junto às instituições parceiras.

Atualmente, estudam na UFMT dez índios: três no curso de medicina; três no curso de enfermagem, no campus de Cuiabá; dois também no curso de enfermagem, mas no campus de Rondonópolis e outros dois no mesmo curso, mas no campus de Sinop, todos beneficiados com a criação de sobrevagas destinadas às etnias locais. Agora, com a criação do Proind, o atendimento aos estudantes indígenas adquiriu a garantia de continuidade.

Para o vice-reitor e presidente do Consepe, Elias Alves de Andrade, a assinatura da resolução que criou o Proind é um marco histórico, na medida em que representa a consecução de uma das metas da criação da UFMT, qual seja a de se construir uma universidade voltada para as especificidades regionais, "uma universidade da selva". Andrade também destacou o fato de que as vagas destinadas aos estudantes indígenas não são as já existentes. "São sobrevagas, ou seja, vagas novas, criadas além das que já estão estipuladas para cada curso."

Na opinião da Coordenadora do Programa, Carmen Lúcia da Silva, professora do Departamento de Antropologia, "ao instituir o Proind, a UFMT está corrigindo um esquecimento histórico, pois apesar de ser sido criada como a universidade da selva, só 36 anos após sua fundação é que está abrindo suas portas para que os povos indígenas possam participar da vida acadêmica, não apenas recebendo uma formação científica, mas também trazendo seus conhecimentos." Carmen Lúcia Silva acredita que a presença, na UFMT, da diversidade cultural e étnica dos povos indígenas de Mato Grosso "vai enriquecer a academia e que o diálogo entre os seus saberes tradicionais e o científico vai significar um ganho para ambas as partes".

Fonte: UFMT

http://www.universia.com.br/noticia/materia_dentrodocampus.jsp?not=38854


Vestibular para 04 novos cursos no Câmpus de Cruzeiro do Sul
01 de novembro de 2007

A Universidade Federal do Acre, dando continuidade ao seu processo de expansão, comemora a criação de 04 novos cursos no Câmpus de Cruzeiro do Sul: Engenharia Agronômica, Letras/Espanhol e Literaturas da Língua Espanhola, Ciências Biológicas (Licenciatura) e Curso de Formação Docente para Indígenas, e anuncia aos interessados que as inscrições no Vestibular para ingresso nos referidos Cursos ocorrerá no período das 08hs do dia 12 de novembro às 19hs do dia 19 de novembro de 2007.

O Curso de Formação Docente para Indígenas é direcionado a professores indígenas ou que atuem em comunidades indígenas. O processo seletivo dos candidatos dar-se-á de forma diferenciada, conforme disposto no item 6 do Edital nº 03/2007 .

Fonte: UFAC

http://www.ufac.br/

I Simpósio Linguagens e Identidades da/na Amazônia Sul-Ocidental

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE 
PROGRAMA DE MESTRADO EM LETRAS – LINGUAGEM E IDENTIDADE  
CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO HISTÓRICA – CDIH 
DEPARTAMENTO DE LETRAS

01 de novembro de 2007

O Programa de Mestrado em Letras e o Centro de Documentação e Informação Histórica da Universidade Federal do Acre – UFAC – promovem, entre os dias 27 e 30 de novembro de 2007, o I Simpósio Linguagens e Identidades da/na Amazônia Sul-Ocidental, a fim de proporcionar reflexões e debates sobre a idéia de alteridade, pensada na perspectiva das identidades, da heterogeneidade discursiva e da diversidade, tendo como foco as linguagens dos sujeitos dessa região fronteiriça inseridos na “totalidade mundo”. 

As inscrições para o evento serão gratuitas e devem ser feitas, exclusivamente, por meio eletrônico, no sítio www.ufac.br de 25 de agosto a 20 de novembro, sem submissão de trabalhos; e de 25 de agosto a 25 de outubro, com submissão de resumos para Comunicações Livres. Os autores que tiverem seus trabalhos aceitos deverão enviar o texto completo, até 20 de novembro de 2007, para o e-mail: linguagens.identidades.ufac@gmail.com

Além das atividades de mesas redondas e comunicações livres que serão apresentadas por professores e alunos de pós-graduação e graduação da UFAC e demais instituições de ensino superior, o Simpósio contará com a participação do professor José de Ribamar Bessa Freire (UERJ) e Stella Maris Bortoni-Ricardo (UNB) que farão as conferências de abertura e encerramento.  

O pano de fundo desse evento é possibilitar - com os debates, conferências e mesas de discussão - a convergência de discursos acadêmicos com as falas e discursos de representantes de movimentos sociais e povos indígenas que coabitam nos espaços da Amazônia Sul-Ocidental. Dentre os objetivos, está o de desenvolver reflexões sobre as identidades amazônicas na busca de superar estereótipos e preconceitos sobre os diferentes grupos humanos e sujeitos sociais dessa região.

Clique abaixo para saber mais:

Programação em conclusão

Instruções Gerais para Inscrição

Ficha de Inscrição

Convite

Fonte: UFAC

http://www.ufac.br/


Melhoria na educação indígena
31 de outubro de 2007

Professores indígenas participam de encontro para definir melhorias na educação

Um grupo de 17 professores indígenas participa a partir desta quarta-feira (31), de um encontro promovido pela Prefeitura de Boa Vista, com oficinas e discussões sobre educação e ferramentas de ensino. Das 8h às 12 horas, eles estarão reunidos na Secretaria Municipal de Educação para fazer um estudo sobre o plano de desenvolvimento da educação municipal.  

Conforme a coordenadora de Educação Ambiental e Indígena da Secretaria, Maria Guadalupe Silvestre da Silva, o grupo vai desenvolver um diagnóstico da realidade educacional nas comunidades em que trabalham, e falar das necessidades e expectativas para o próximo ano. “Eles terão a oportunidade de expor suas dificuldades e contar seus avanços no campo da educação em cada comunidade”, destacou.  

Ainda na quarta-feira, a partir das 14 horas, os docentes estarão na escola municipal Aquilino Mota Duarte, avenida Getúlio Vargas, Centro, para participar de uma oficina sobre jogos utilizados na aprendizagem da disciplina de matemática. “No mês de agosto essas escolas receberam jogos de memória, dominós educativos, quebra-cabeças e ábacos para serem utilizados como ferramenta de ensino. Durante a oficina eles vão conhecer novas técnicas para utilizar esse material e relatar suas experiências”, disse.  

Na quinta-feira (1º), a programação segue na escola Aquilino, com oficinas sobre jogos pedagógicos e atividades recreativas. Guadalupe explicou que será trabalhada a faixa etária de crianças com idade entre 4 e 6 anos. “O grupo vai assistir a uma apresentação e depois será dividido em pequenas equipes de quatro participantes para serem estimulados a preparar mini-apresentações de como será trabalhado cada jogo”, salientou.  

Ela disse ainda que capacitações como essas são importantes para que os docentes possam futuramente, aplicar os conhecimentos adquiridos nas salas de aula, melhorando assim a interação com seus alunos.  

A Prefeitura de Boa Vista mantém atualmente nove escolas indígenas, com 188 alunos de faixa etária entre 4 e 14 anos, regularmente matriculados. Em três dessas escolas é adotada a língua materna indígena.

Fonte: Prefeitura de Boa Vista / Roraima

http://www.boavista.rr.gov.br /template_detalhes_noticia.php

Professores discutem para saber quem é o responsável pela educação indígena
31 de outubro de 2007

Atualmente existem 217 escolas indígenas estaduais e 15 municipais espalhadas por terras indígenas em todo o Estado. Mas ainda faltam recursos para melhorar a estrutura dessas escolas, contratar e qualificar professores para atender a demanda de alunos. De acordo com a coordenadora da Organização dos Professores Indígenas de Roraima (Opirr), Pierlângela Nascimento Cunha, ainda existe um “jogo de empurra” entre Município e Estado para saber de quem é a responsabilidade pela educação indígena como um todo.

O tema está sendo debatido desde o dia 29 e as discussões seguem até o dia 31 no Palácio da Cultura, durante todo o dia, e já conta com a participação de 475 pessoas, só na manhã de abertura. São professores, estudantes e lideranças indígenas que pretendem aprofundar a discussão sobre o assunto, para definir responsabilidades.

Segundo a coordenadora da Opirr, o primeiro Seminário Estadual sobre Educação Escolar Indígena vai definir a criação de um sistema próprio, onde a verbas da educação indígena poderão chegar sem burocracia, nas mãos de quem lida diretamente com a questão.

De acordo com Pierlângela, hoje os principais entraves da educação indígena no Estado são a falta de professores e pessoal para trabalhar na parte administrativa das escolas e a falta de um contrato fixo de trabalho, pois os atuais contratos são temporários. Ambos os problemas poderiam ser resolvidos através de um concurso público, segundo ela.

Outro ponto negativo é a falta de investimento da formação de professores indígenas. Nesse ponto, ela afirmou que alguns avanços já foram conquistados, como o curso de Licenciatura Intercultural com formação específica para professores indígenas, que é realizado na Universidade Federal de Roraima (UFRR), com a participação de 220 alunos. O curso tem um vestibular anual que oferece 60 vagas para quatro anos de formação.

Outro avanço é ter uma legislação específica para educação indígena, uma Lei Federal que vale em todo o país. No entanto, em Roraima essa legislação ainda não foi efetivamente utilizada. “Ainda falta a criação do Conselho Estadual de Educação Escolar Indígena, por onde toda a regulamentação das questões de educação indígena passaria”, disse a coordenadora. O evento conta com várias palestras, mesas-redondas e debates.

Fonte: Jornal Folha de Boa Vista

http://www.folhabv.com.br /noticia.php?Id=31134




Índia se forma em Direito
26 de outubro de 2007
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A graduação no curso de Direito da índia da Tribo Fulni-ô Rossana  Bion, de Águas Belas, no Agreste, foi registrada, ontem, pelo deputado Claudiano Martins (PSDB). O parlamentar solicitou um Voto de Aplausos  pelo "fato histórico". De acordo com Martins, com a monografia Efetivação dos Direitos Indígenas na Educação Superior Brasileira, Rossana foi aprovada com a nota máxima pela Associação Caruaruense de  Ensino Superior. Para o tucano, a índia é uma guerreira nata. "Sou  conhecedor da obstinação dessa fulni-ô, pois estudamos juntos, no  Ensino Básico, na Escola Municipal Gerson de Albuquerque Maranhão, em Águas Belas. Só a determinação e a coragem servem de combustível para o sucesso. Rossana venceu as dificuldades, ultrapassou obstáculos e  graduou-se com relevante destaque. Com a monografia, ela externou sua  preocupação em manter a cultura de seu povo na história", afirmou.  Segundo o parlamentar, a fulni-ô é exemplo a ser seguido por outros homens e mulheres, sejam índios, brancos, negros, pobres ou nordestinos. "Ela é prova viva de que a educação é e será a grande  propulsora de mudanças sociais e culturais de todo um povo. Que a  conclusão desse curso seja um marco de mudanças conceituais de que,  quando o homem quer crescer, basta dedicar-se à educação. Que nossos  governantes se baseiem no exemplo de Rossana e invistam mais no ensino  público", solicitou.  

Fonte: Clipping da 6ªCCR do MPF.

http://ccr6.pgr.mpf.gov.br /institucional/clipping /clippings/26_10_2007.pdf



Encerrada mais uma etapa na formação de professores yanomami
29 de outubro de 2007

Mais uma etapa da formação de professores yanomami se completou com o fim do VIII curso no dia 13 de outubro, realizado na terra indígena wapishana Canauanim (RR). Parte do Projeto Yarapiari de Formação de Professores mantido pela CCPY ( Ver Boletins 19 , 38 , 53 , 64 , 66 , 71 , 74 , 86 , 87 e 88 ) este curso teve duração de dois meses e reuniu 35 Yanomami representando oito diferentes regiões da Terra Indígena Yanomami (TIY).

Além das disciplinas que fazem parte da grade curricular para a formação, como organização do ensino, pedagogia, geografia, antropologia, direito, história e matemática, foram realizados dois seminários com temáticas referentes à educação indígena: o seminário “ Projeto Yarapiari – Certificação dos professores Yanomami”, realizado no dia 15 de setembro, e o seminário “ Centros regionais”, realizado no dia 6 de outubro .

Importante ressaltar que o principal apoio veio da própria comunidade do Canauanim. As trocas culturais e o entrosamento dos professores com a comunidade foram intensos . Durante o curso , os professores yanomami também puderam participar de uma festa muito importante , o Intercultural Indígena. Esta etapa da formação contou com visitas de alguns representantes da Secretaria de Educação e Desporto de Roraima e de outros órgãos governamentais.

http://www.proyanomami.org.br /boletimMail/yanoBoletim/html /boletim_89.htm#2

sHutukara e CCPY prestam assessoria ao primeiro curso de formação de professores yanomami da Venezuela
29 de outubro de 2007

Dário Vitório, tesoureiro e membro da diretoria da Hutukara Associação Yanomami (HAY), e Marcos Wesley de Oliveira, presidente da CCPY, assessoraram a realização do primeiro curso de formação de professores yanomami da Venezuela. Entre os dias 21 de agosto de 6 de setembro ambos viajaram para conhecer a realidade dos Yanomami venezuelanos e atuar no curso, realizado na cidade de Puerto Ayacucho, no estado do Amazonas. O curso teve a participação de representantes de 11 comunidades, que trabalharam conteúdos e metodologias referentes à alfabetização em língua yanomami.

A participação de Dário Vitório e Marcos Wesley faz parte dos esforços de aproximação e articulação das comunidades yanomami dos dois lados da fronteira que já entabulam diálogos em torno de temas e problemáticas em comum, como questões referentes à formação de agentes indígenas de saúde ( Ver Boletim Pró-Yanomami 88 ). Durante a viagem, Dário Vitório pôde aprofundar seus conhecimentos e ter novas informações sobre a situação dos Yanomami da Venezuela, em especial sobre a demarcação de terras ( Ver carta abaixo ).

Carta em português *

Palavras escritas sobre como eu, professor yanomami brasileiro, ensinei os moradores da terra-floresta da Venezuela:

Foi muito bom quando eu, professor yanomami, fui. Foi realmente muito bom quando falei palavras relevantes sobre o curso de formação dos professores para os moradores da Venezuela, por isso escrevi essas palavras. Eu viajei para a Venezuela entre os dias 21/08 e 06/09/07. Cheguei em Caracas e, de lá, fui até onde moram os outros Yanomami, em Puerto Ayacucho.

No dia 28/08/07 todos nós Yanomami falamos nossos nomes, nos apresentamos. Havia Yanomami de 11 comunidades. Nós fizemos o curso. Assim eram os nomes de suas terras: Parima A, Parima B, Coyowä, Shiauca, Däbäshiwã, Coshilowä, Cucurutal, Maracá, Wirionawe, Merei e Yacame. Foi a esses que eu ensinei o nosso alfabeto yanomami. Éramos dois professores, eu e Marcos Wesley de Oliveira. O limite de tempo que fiquei na Venezuela foi de 17 dias.

Eu, professor, fiz o VIII curso de formação de professores yanomami (promovido pela CCPY), por isso eu ensinei aos outros Yanomami da Venezuela em seu próprio curso.

O Iº curso (dos Yanomami da Venezuela) foi na cidade que tem o nome de Puerto Ayacucho, no Estado de Amazonas, na Venezuela. Esses professores não sabiam como fazer o curso de formação, por isso ficaram felizes.

Tudo aquilo que ajudou a tornar meu pensamento melhor eu ensinei a eles, por isso os Yanomami tiveram seus pensamentos endireitados. Havia professores da Missão Novas Tribos e da Missão Salesiana mas nunca fizeram curso de formação de professores yanomami. Quando os que trabalham na Zona Educativa Amazonas Indígena em Puerto Ayacucho me chamaram eu fiz o curso de formação.

A terra-floresta dos Yanomami da Venezuela não tem demarcação, não existe atendimento bom de saúde, não existe boa educação. Há cinco quartéis na floresta yanomami de lá, existe também um município. Foi isso que eu vi quando fui para a Venezuela, por isso escrevi minhas palavras.

Dário Vitório Kopenawa Yanomami, Tesoureiro da Hutukara Associação Yanomami- HAY  

Carta em yanomami

Venezuela thëri urihi hamë kami hiramatima yanomae professor Brasileiro yan i ai yanomae Venezuela thëri ya thëpë hirama i wi thë ã oni:

Kami hiramatima yanomae ya huu tëhë thë yai totihi mahioma. Curso de formação dos professores yanomami Venezuela thëri yapë noa moyamë hirama i tëhë thë yai totihioma yaro, hwei ya thë ã oniprarema. Kuë yaro dia 21/08 a 06/09/07 thë kuo tëhë Venezuela hamë ya ayoma. Caracas ha ya kopema, i haran i Puerto Ayacucho hamë ai yanomae Venezuela thëripë kuo hamë ya warokema.

Dia 28/08/07, thë kuo tëhë komi yanomae yama k i ãha hayumamoma, kuë yaro 11 comunidade yanomae thëpë kuoma. Hapë naha thëpë ãha urihi pë kuowi thëpëxë curso yama a thama. Parima- A, Parima- B, Coyowä, shiauca, Däbäshiwä, Coshilowä, Cucurutal, Maracá, Wirionawe, Merei e Yacame. I naha kure yanomae thëpë hamë alfabeto yanomami yathë ã hiramama, 2 hiramatima yahak i kuoma, Marcos Wesley de Oliveira e Dário Vitório Kopenawa Yanomami.Venezuela thë urihiha 17 dias thë t i t i ha yanomae ya thëpë hirama i he wëoma.

Kami hiramatima yan i VIII curso de formação dos Professores Yanomami ya thë thama yaro ai yanomae thëpë hamë curso aha ai yanomae Venezuela thëri ya thëpë hirama.

Cidade Puerto Ayacucho wããha kuo pëhamë  I curso a kuoma, Estado de Amazonas thë ãha kuo pëha. Hwei yanomae thëpën i curso de formação thë yai tha i taimi mahi yarohe thëpëxi topraroma.

Komi kutarenaha curso aha ya pihi xaariprariowi ya thë ã hiramama, kuë yaro yanomae thëpë pihi yai xaariprarioma. Missão Novas Tribos thëripën i yanomae thëpë hiramamakii, Missão Salesiana thëpë kuo hikioma makii curso de formação dos Professores yanomami a thapranimihe, Puerto Ayacucho thë urihi hamë ai Zona Educativa Amazonas Indígena thëripë kami kami hiramatima ware ha nakar i hen i curso de formação ya thama.

Venezuela thë urihi hamë yanomae thëpë urihi pë demarcado kuaimi, Saúde a yai totihi kuaimi, Educação a totihi kuaimi. Cinco quartéis yanomae thëpë urihi hamë pë kuahikia, Município yanomae thëpë urihi pë hamë pë kuahikia. I naha Venezuela thë urihi hamë ya huu tëhë ya thë taa tharema yaro hwei ipa ya thë ã oniprarema.

Thë ã maprarioma.

* Tradução: Luis Fernando Pereira

http://www.proyanomami.org.br /boletimMail/yanoBoletim/html /boletim_89.htm#2

ANPEd vai pesquisar educação no campo
29 de outubro de 2007

Brasil - O Estado de S. Paulo

A Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd) renovou convênio com o Ministério da Educação (MEC) para ampliar pesquisas sobre inclusão socioeducacional. Um dos temas que será incluído nessa nova leva de estudos será a educação no campo. O primeiro convênio, assinado em 2005, resultou em 23 pesquisas que serviram de apoio para implementar políticas públicas nas áreas de educação de jovens e adultos, diversidade étnico-racial, educação no campo, educação indígena, relações de gênero, educação ambiental e acesso ao ensino superior.

Fonte: PPCOR

http://www.lpp-uerj.net/olped /AcoesAfirmativas/exibir _noticias.asp?codnoticias=25949

Deputado propõe bolsa-auxílio para estudantes universitários indígenas
27 de outubro de 2007

O deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), líder do Governo na Assembléia Legislativa, apresentou nesta segunda-feira (27) projeto de lei que prevê a concessão de bolsa-auxílio aos estudantes indígenas das universidades públicas do Paraná. A bolsa - conforme a proposta - será no valor de um salário mínimo do início ao final do curso universitário e será acrescida de um quarto desse valor se o estudante indígena possuir família. 

“Na esteira dos avanços consignados, em respeito aos interesses indígenas, a equivalência da bolsa-auxílio, com, base no salário, significa a garantia mínima de estabilidade financeira, para viver em um centro urbano, na busca da ampliação dos conhecimentos e com o amparo do poder público”, destaca Romanelli na justificativa do projeto. 

Segundo o projeto de lei, a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior vai regulamentar, por meio de portaria, a concessão das bolsas. “O valor da bolsa-auxílio será concedido em dobro no mês correspondente ao ingresso do estudante na universidade. O pagamento da bolsa-auxílio será automaticamente interrompido se o bolsista tiver falta não justificada superior a dez por cento das aulas do mês do benefício”. 

Cabe ainda a secretaria: o controle orçamentário e financeiro da concessão da bolsa e a designação do agente financeiro do programa, responsável pelo pagamento. “A presença indígena nas universidades do Paraná há poucos anos, além do pioneirismo no país, tem sido oportunidade de aprendizado para todos”, diz Romanelli. 

“O Paraná garante importante singularidade no cenário nacional quanto a atenção aos índios, e tem procurado avançar atento sempre as manifestações das vontades coletivas dos mesmos. Nesse sentido é que a lei de cotas das universidades públicas estaduais necessita de amparo estrutural para que cumpra o seu papel de promover o acesso diferenciado dos índios paranaenses ao ensino de terceiro grau e a permanência deste nas universidades” , completa. 


Leia a íntegra do projeto de lei 

SÚMULA: Dispõe sobre a concessão de bolsa auxílio aos estudantes universitários indígenas, com base na Lei n.º 13.134 de 18 de abril de 2001 e alteração posterior. 

Artigo 1º - Compete à Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior regulamentar, por meio de Portaria, a concessão da bolsa-auxílio aos estudantes indígenas que tiverem seu ingresso nas Universidades Públicas Estaduais do Paraná. 

§ 1º - A bolsa-auxílio será concedida durante 12 (doze) meses por ano, de janeiro a dezembro, até o final do curso universitário, e basear-se-á no valor de um salário mínimo. 

§ 2º - O valor mensal da bolsa-auxílio será acrescido de um quarto quando o estudante universitário indígena possuir família. 

§ 3º - O valor da bolsa-auxílio será concedido em dobro no mês correspondente ao ingresso do estudante na Universidade. 

§ 4º - O pagamento da bolsa-auxílio será automaticamente interrompido se o bolsista tiver falta não justificada, a critério da Direção da Universidade, superior a dez por cento das aulas do mês do benefício, apurada a freqüência em todos os componentes curriculares relativos ao ano em que o aluno esteja matriculado. 

Artigo 2º - Compete a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior: 

I - o controle orçamentário e financeiro da concessão da bolsa-auxílio; 

II - designar um coordenador responsável pela execução do Programa; 

III - designar o agente financeiro do Programa, responsável pelo pagamento da bolsa-auxílio. 

Artigo 3º: Esta Lei entrará em vigor na data da sua publicação. 

Sala das Sessões, em 14 de agosto de 2007. 

DEPUTADO LUIZ CLÁUDIO ROMANELLI 

Líder do Governo 

Justificativa 

Quando os índios desejam interagir com a sociedade nacional, a partir do contato com esta, enfrentam adversidades, necessitando do apoio dos poderes públicos. A discriminação e o preconceito é uma realidade histórico-cultural ainda vigente. No caso específico da presença indígena nas Universidades do Estado do Paraná, há poucos anos, além do pioneirismo no País, tem sido oportunidade de aprendizado para todos. 

Na esteira dos avanços consignados, em respeito aos interesses indígenas, a equivalência do bolsa-auxílio, com, base no salário, significa a garantia mínima de estabilidade financeira, para viver em um centro urbano, na busca da ampliação dos conhecimentos e com o amparo do poder público. 

O bolsa-auxílio em dobro no primeiro mês deve-se a necessidade de compra de pequenos materiais, indispensáveis para a estruturação inicial da vida fora das aldeias. E, um quarto a mais no valor, para estudantes com família, assegura a presença acompanhando o pai ou mãe como é a tradição para estes povos, sem todavia passar por maiores privações no novo ambiente. 

Neste contexto, reconhecida a alteridade cultural das sociedades indígenas, merecem as mesmas trato diferenciado e especial do Estado o que, na medida do possível, vem acontecendo. 

A busca constante para que os valores tradicionais do povo indígena sejam fortalecidos e que não morram enquanto povo etnicamente distinto, de um lado, e do outro, a ampliação dos seus conhecimentos para que possam competir em igualdade com os não índios, merece a mudança de postura e atitude dos poderes constituídos em relação a estes. 

O Estado do Paraná garante importante singularidade no cenário nacional quanto a atenção aos índios, e tem procurado avançar atento sempre as manifestações das vontades coletivas dos mesmos. 

Nesse sentido é que a Lei de cotas das Universidades Públicas Estaduais necessita de amparo estrutural para que cumpra o seu papel de promover o acesso diferenciado dos índios paranaenses ao ensino de terceiro grau e a permanência deste nas universidades. 


Sala das Sessões, em 14 de agosto de 2007. 
DEPUTADO LUIZ CLÁUDIO ROMANELLI 
Líder do Governo 

Fonte: Agência Estadual de Notícias - 27/08/2007


Projeto Informática para professores Indígenas: Elaboração de Publicações
16 de outubro de 2007

Professores do Departamento de Ciência da Computação da UNEMAT – Barra do Bugres e membros da equipe do Programa de Educação Superior Indígena Intercultural – PROESI estão desenvolvendo o Projeto de Extensão Informática para Professores Indígenas: Elaboração de Publicações. 

O projeto é vinculado a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UNEMAT e conta com o apoio do PROESI e da Secretaria Municipal de Educação de Barra do Bugres. 

O objetivo do projeto é discutir junto aos professores indígenas da aldeia Umutina aspectos relacionados a sistematização de materiais produzidos no âmbito das atividades escolares e da comunidade, habilitando-os a utilizar recursos computacionais disponíveis na escola e softwares para elaboração de projetos gráficos de livros para publicação. 

Nos dias 19 e 20/10 foi realizado o primeiro módulo do curso de informática previsto como uma das atividades do projeto. Na ocasião, os professores Umutina tiveram aulas sobre edição e tratamento de imagens. Estão previstas para os próximos módulos do curso aulas sobre diagramação e elaboração de projetos gráficos de livros. 

Os aplicativos utilizados no curso também serão disponibilizados no laboratório de informática da escola indígena, para que os professores possam utilizá-los posteriormente.

Fonte: Unemat

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Matemática Tapirapé: sistema de contagem, marcadores de tempo e medidas
16 de outubro de 2007

Professor Adailton Alves da Silva, do Departamento de Matemática e do Programa de Educação Superior Indígena Intercultural, ambos de Barra do Bugres, organiza livro, “Matemática Tapirapé: sistema de contagem, marcadores de tempo e medidas”, a partir de experiência pedagógica desenvolvida com os alunos indígenas (povo Tapirapé) da ESCOLA ESTADUAL INDÍGENA TAPI'ITÃWA, localizada no município de Confresa-MT. O referido livro foi publicado com recursos financeiros externos, através do Departamento de Educação da Fundação Nacional do Índio - FUNAI, Brasília-DF.

Fonte: Unemat

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Processo Seletivo Indígena 2008/1
10 de outubro de 2007

As inscrições podem ser efetuadas no período de 22 de outubro a 5 de novembro

A Unemat abre Processo de Seleção Especial 2008/1 para os cursos de licenciatura específicos para formação de professores indígenas em: 
- Ciências Sociais; 
- Ciências Matemáticas e da Natureza; 
- Línguas, Artes e Literaturas.  

São 50 vagas destinadas exclusivamente a etnias oficialmente reconhecidas e residentes em aldeias de Mato Grosso, portadores de Certificado de Conclusão do Ensino Médio.  

O curso será sediado no campus da Unemat em Barra do Bugres, de acordo com convênio assinado entre a Universidade do Estado de Mato Grosso, Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secitec) e Prefeitura Municipal.  

As inscrições podem ser efetuadas no período de 22 de outubro a 5 de novembro. Os candidatos devem apresentar: 
- Ficha de inscrição preenchida (de acordo com modelo que consta no Edital); 
- Declaração de apoio da comunidade indígena ao candidato, homologada pelo Conselho de Educação Escolar Indígena de Mato Grosso (CEI/MT) e pela Organização dos Professores Indígenas (OPRIMT); 
- Declaração de compromisso de que irá contribuir com as atividades educacionais em sua comunidade; 
- Comprovação de que atua na área da educação escolar indígena.  

A documentação para inscrição está disponível nas Regionais da Funai e nos campi da Unemat. Depois de preenchida deve ser encaminhada à coordenação do Programa de Educação Superior Indígena Intercultural (PROESI).  

A seleção será realizada no dia 14 de novembro, em pólos regionais do Estado. Os locais serão divulgados posteriormente e levará em consideração a distribuição geográfica dos inscritos. Respeitando as especificidades das comunidades indígenas, o vestibular tem caráter diferenciado. A prova constará de quatro questões discursivas, elaboradas a partir de temas motivadores.  

Outras informações: 
O PROESI situa-se no campus da Unemat em Barra do Bugres, Rua A, S/Nº, Bairro São Raimundo, Caixa Postal 92, CEP 78.390-000. Telefone: (65) 3361-1964.  

Para ver o edital completo, Clique Aqui!

ou acesse, www.unemat.br/vestibular
Danielle Tavares- Coordecom/Unemat

Fonte: Unemat

http://indigena.unemat.br /modules/news/

Nova Turma de Educação Superior Indígena
8 de outubro de 2007

A partir de 2008, o campus da Unemat em Luciara (1.166 km de Cuiabá) vai ser sede de uma nova turma de do Programa de Educação Superior Indígena (Proesi). Serão 50 vagas no curso de licenciatura específico para as etnias Karajá e Tapirapé.  

A oferta da nova turma representa um investimento na ordem de R$677.450, possibilitado por meio de convênio entre Universidade do Estado de Mato Grosso e Secretaria de Estado de Educação (Seduc), pelo período de 2008 a 2013. “A Unemat consolida suas políticas públicas voltadas para os povos indígenas, atuando na promoção da cidadania em diferentes regiões do Estado”, avalia o reitor Taisir Karim.  

O Vestibular para seleção dos acadêmicos será realizado no início do próximo ano. “Esta é uma ampliação das ações afirmativas da Universidade, possibilitada a partir da criação do Programa de Educação Indígena. É uma iniciativa que possibilita inclusão social, na qual os povos indígenas são os protagonistas do processo”, explica o coordenador geral, Elias Januário.  

O Proesi tem por objetivo a formação de indígenas para a docência no ensino fundamental e médio em suas respectivas aldeias. Os educandos podem optar por habilitação em: Ciências Sociais; Linguagem, Artes e literatura; ou Ciências Matemáticas e da Natureza.  

A consolidação desse curso Luciara atende a uma antiga demanda de povos daquela região. “A Unemat está muito ligada à história do Médio Araguaia e sua presença contribui para a melhoria da qualidade de vida”, explica Tunico coordenador do campus regional.  

Há uma demanda de mais de 5 mil alunos em cerca de 180 aldeias nas escolas. A necessidade de qualificação para atender esse público também foi documentada no encontro “Oficina de Idéias”, realizado neste ano na aldeia Fontoura, quando diversas lideranças indígenas produziram um documento no qual destacam a necessidade de formação superior para o desenvolvimento da região. 

Outras informações podem ser obtidas pelo telefone: (65) 3361-1964.  

Danielle Tavares- Coordecom/Unemat

Fonte: Unemat

http://indigena.unemat.br /modules/news/


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