Trilhas de Conhecimentos - O Ensino Superior de Indígenas no Brasil

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Notícias / Ações Afirmativas


Unicef: jovem índio se sente mais discriminado que negro
28 de novembro de 2007

HOME PAGE A TARDE ONLINE,

Jovens indígenas acreditam sofrer mais com o preconceito e consideram que terão mais dificuldades de alcançar seus objetivos do que os jovens negros. A conclusão consta no estudo "Adolescentes e Jovens do Brasil: Participação Social e Política", realizado pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) a pedido do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), da Fundação Itaú Social e do Instituto Ayrton Senna.

O índio foi o grupo que disse se sentir mais discriminado: 44%, sendo que a resposta "aparência, jeito de ser e ter estilo diferente" foi o motivo mais alegado para a discriminação.

Pobreza ficou em segundo lugar, citada por 17% dos índios de 15 a 19 anos. Já na população negra pesquisada, 43% dizem que se sentem oprimidos pelo preconceito. Ser afrodescendente, segundo o estudo, foi o motivo alegado por 23% desse grupo, seguido também pela pobreza, com 19%. Nos dois grupos, a baixa escolaridade ou a condição de não estar estudando foram a terceira causa mais lembrada como motivo do preconceito: 11% para índios e 13% para negros.

Fonte: 6ªCCR

http://ccr6.pgr.mpf.gov.br /institucional/clipping /clippings/29_11_2007.pdf


Bolsistas do ProUni já podem saber se foram contemplados pelo Fies
26 de outubro de 2007

O Ministério da Educação liberou a consulta sobre bolsas parciais do Programa Universidade para Todos (ProUni) que receberão 50% do Financiamento Estudantil (Fies). Os selecionados devem se dirigir a uma agência da Caixa Econômica Federal, junto com seus fiadores, e apresentar os documentos necessários até dia 14 de dezembro. Se tudo estiver em ordem, eles já assinam o contrato de financiamento estudantil.

Os estudantes selecionados recebem 50% de auxílio às mensalidades por meio do ProUni e os outros 50% são custeados pelo Fies. No caso de uma mensalidade de R$ 500,00, com a bolsa do ProUni o estudante passa a pagar R$ 250,00; com o benefício do Fies, ele desembolsará mensalmente apenas R$ 125,00.

Tanto o ProUni quanto o Fies são voltados para estudantes de instituições privadas sem condições de arcar integralmente com os custos de sua formação.

Fonte: Jornal UCDB Online

http://www.noticias.ucdb.br /index.php?menu=noticia&cod _not=27667


Unemat abre vestibular específico para professores indígenas

HOME PAGE GAZETA DIGITAL

A Unemat abre Processo de Seleção Especial 2008/1 para os cursos de licenciatura específicos para formação de professores indígenas em Ciências Sociais, Ciências Matemáticas e da Natureza, Línguas, Artes e Literaturas. São 50 vagas destinadas exclusivamente a etniasoficialmente reconhecidas e residentes em aldeias de Mato Grosso, portadores de Certificado de Conclusão do Ensino Médio.

O curso será sediado no campus da Unemat em Barra do Bugres, de acordo com convênio assinado entre a Universidade do Estado de Mato Grosso, Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secitec) e Prefeitura Municipal.

As inscrições podem ser efetuadas no período de 22 de outubro a 5 de novembro. Os candidatos devem apresentar: ficha de inscrição preenchida, declaração de apoio da comunidade indígena ao candidato, homologada pelo Conselho de Educação Escolar Indígena de Mato Grosso (CEI/MT) e pela Organização dos Professores Indígenas (OPRIMT), declaraçãode compromisso de que irá contribuir com as atividades educacionais em sua omunidade e comprovação de que atua na área da educação escolar indígena.

A documentação para inscrição está disponível nas Regionais da Funai e nos campi da Unemat. Depois de preenchida deve ser encaminhada à coordenação do Programa de Educação Superior Indígena Intercultural (PROESI).

A seleção será realizada no dia 14 de novembro, em pólos regionais do Estado. Os locais serão divulgados posteriormente e levará em consideração a distribuição geográfica dos inscritos.

Para ver edital completo, acesse: www.unemat.br/vestibular

Outras informações: (65) 3361-1964.

Fonte: 6ª Câmara


Mudança nos critérios para sistema de cotas na Universidade de Brasília divide opiniões
Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Para o coordenador da entidade Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes (Educafro) em Brasília, Fernando Benício dos Santos, os novos critérios da Universidade de Brasília (UnB) para avaliar estudantes que concorrem a vagas pelo sistema de cotas é positivo, porque vai permitir que o aluno argumente a sua condição de negro com os julgadores.

“Antes, não eram divulgados os critérios de seleção por meio das fotografias. Com esse sistema de entrevista, o aluno vai estar de frente com o seu entrevistador, e pode ter vários argumentos”.

Ele também considera que, por causa da entrevista, os candidatos deverão ter mais convicção ao se declararem negros. “As pessoas têm medo de se declararem negras. A partir do momento em que é feita uma entrevista, a pessoa que se considerar negra vai ter mais força”.

Segundo Santos, a Educafro está trabalhando com a UnB para que se um aluno não for considerado negro no sistema de cotas possa concorrer no sistema universal.
Para a antropóloga da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Yvonne Maggie, a mudança no sistema da UnB pode constranger os candidatos e acirrar as diferenças entre brancos e negros.

“O candidato declara a sua raça e depois será entrevistado por um comitê que julgará se a a declaração é verdadeira ou mentirosa. Ou seja, o tribunal agora será de fato público, ao vivo e a cores diante de um candidato que será julgado não sei a partir de que critérios”.

Maggie, que é contra o sistema de cotas pela definição racial, teme que o processo possa fazer com que a sociedade brasileira se divida entre brancos e negros.

“O que eles querem não é igualdade de acesso, mas a produção de uma sociedade dividida entre brancos e negros, acreditando que vai produzir uma sociedade mais justa. Mas é preciso olhar em volta. O mundo está fazendo o caminho inverso”.

De acordo com o Ministério da Educação, o sistema de cotas universitárias é aplicado atualmente por 35 instituições de ensino superior: 16 federais e 19 estaduais.
As universidades adotam basicamente dois critérios para o sistema de reserva de vagas: o étnico-racial e o social. As cotas étnico-raciais são destinadas à população negra ou indígena e adotadas por 10 universidades. Seis reservam vagas apenas para alunos de escolas públicas e outras 19 têm cotas para negros, indígenas, estudantes de escolas públicas e pessoas com deficiência.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/10/02/materia.2007-10-02.8582521474/view

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Universidade de Brasília muda critérios de avaliação de candidatos para cotas
Sabrina Craide - Repórter da Agência Brasil

Brasília - A Universidade de Brasília (UnB), pioneira na adoção de cotas para negros, decidiu mudar os critérios de avaliação dos candidatos para o sistema.

Em vez de fotografias, que eram avaliadas pela universidade antes do vestibular para decidir se o aluno poderia ou não concorrer a uma das vagas reservadas a negros e pardos, os candidatos agora serão entrevistados pessoalmente, durante o processo de seleção.

Além disso, não haverá uma segunda chance: quem não for aprovado para entrar no sistema de cotas terá que esperar o vestibular seguinte.

O reitor da UnB, Timothy Mulholand, explica que as mudanças pretendem dar mais seriedade ao processo.

“Antes havia pessoas que se inscreviam como se fosse algum tipo de loteria, "se colar, colou", e não é isso. O sistema de cotas é uma proposta séria, voltada para um segmento da população brasileira. As pessoas que tratam como brincadeira têm que desistir disso, têm que escolher conscientemente o sistema que querem concorrer e assumir as consequências disso”.

Segundo ele, o sistema de entrevista só não foi adotado antes pela impossibilidade de falar com os cerca de três mil alunos que concorriam a uma das vagas reservadas.

Agora, a entrevista será feita no meio do processo seletivo. Após a divulgação do resultado das provas objetivas, serão convocados para a entrevista pessoal um número de candidatos duas vezes maior que o número de vagas. “Assim, quando tivermos o resultado final do vestibular, já teremos entrevistado todos os aprovados”.

O reitor considera que o sistema de cotas por critérios raciais é uma forma de se fazer justiça social no Brasil. De acordo com ele, em 2003 havia apenas 2% de alunos negros e pardos na UnB, enquanto o percentual desses cidadãos em Brasília gira em torno de 40%.

Hoje são cerca de dois mil estudantes na UnB que ingressaram pelo sistema de cotas. “A cara da universidade literalmente mudou. Se você circular aqui hoje, vai notar que se parece muito mais com Brasília e com o Brasil do que anos atrás”.
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o sistema de cotas universitárias é aplicado atualmente por 35 instituições de ensino superior: 16 federais e 19 estaduais.

As universidades adotam basicamente dois critérios para o sistema de reserva de vagas: o étnico-racial e o social. As cotas étnico-raciais são destinadas à população negra ou indígena e adotadas por 10 universidades. Seis reservam vagas apenas para alunos de escolas públicas e outras 19 têm cotas para negros, indígenas, estudantes de escolas públicas e pessoas com deficiência.

29 de Julho de 2007 - 14h22 - Última modificação em 29 de Julho de 2007 - 14h22

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/10/02/materia.2007-10-02.7428351721/view

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Cotas da Unifesp entrarão no quarto ano e venceram preconceito, diz coordenador
Paulo Montoia
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - Após realizar por três anos o vestibular com cota para estudantes negros e índios vindos de escolas públicas, o Programa de Ações Afirmativas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) prepara-se para abrir novas inscrições, “está maduro” e venceu o preconceito. A avaliação é de Marcos Pacheco de Toledo Ferraz, professor titular de psiquiatria da universidade e coordenador do programa. “Já está amadurecido esse programa”, avalia.

A Pro-Reitoria de Graduação da Unifesp acompanha os dados do programa e ele é reavaliado anualmente pelo Conselho da Universidade, principalmente quanto a ampliar ou não a cota. A Unifesp abriu este mês a inscrição para isentar alunos que não podem pagar a taxa do vestibular, de R$ 97. As inscrições para o vestibular serão entre setembro e outubro e as provas em dezembro.

Os secundaristas já optam por concorrer às cotas raciais da Unifesp na inscrição, mas a universidade divulga apenas listas gerais dos aprovados por curso, sem identificação de quotistas. A universidade mantém nota mínima para ingresso, como critério de mérito.

Segundo a Pró-Reitoria da Graduação, quando vagas da cota racial não são preenchidas por falta de nota mínima, passam automaticamente aos melhores alunos egressos de ensino público sem viés de raça e, finalmente, aos da regra geral. A Unifesp decidiu não deixar vagas em aberto por ser pública e, segundo Ferraz, ainda ficam vagas abertas em alguns cursos por falta de nota, motivo pelo qual a cota de 10% ainda não foi ampliada.

De acordo com o coordenador do programa de cotas, uma ressalva nos três vestibulares realizados foi o curso de medicina, em que não houve vaga aberta na cota por falta de nota.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/07/17/materia.2007-07-17.6577908996/view

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Universidade Federal do ABC adotou cota social com subcotas raciais definidas
Renato Brandão e Gabriel Corrêa
Da Agência Brasil

São Paulo - Inaugurada no ano passado, a Universidade Federal do ABC paulista (Ufabc) oferece 1,5 mil vagas para seu único curso de Ciência e Tecnologia, que habilitará os estudantes a 17 escolhas finais de aperfeiçamento e bacharelato. Metade das vagas foi definida como uma cota sócio-econômica para secundaristas de escolas públicas, com cotas étnicas para estudantes negros e índios.

O critério adotado para as cotas foi a participação desses dois grupos dentro da população da Grande São Paulo, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 27,2% de negros e pardos (204 vagas) e de 0,25% de indígenas (duas vagas). Como mérito de entrada, dentro ou fora das cotas, o estudante tem de acertar ao menos metade das questões na primeira fase e não tirar zero em nenhuma prova da segunda etapa.

Em entrevista à Agência Brasil, a vice-reitora de graduação da Ufabc, Adelaide Faljoni-Alário, explicou que no único vestibular realizado, foram feitas e divulgadas duas listagens com os aprovados da cota para egressos do ensino público e do vestibular geral. As listas não continham a pontuação de cada aluno, que é informada apenas individualmente. Após ingressar na instituição, não há registro de diferenciação entre os alunos da Ufabc que entraram por escola pública ou particular. A universidade não realizou avaliação pedagógica em separado dos alunos da cota pública.

Faljoni-Alário explica que os critérios para a criação dessa forma de cota foram extraídos do Projeto de Lei 73/99, que foi incorporado à proposta que aguarda votação na Câmara. Segundo a pró-reitora, essa lei, nos moldes em que está, se aplicará somente às faculdades e universidades federais. “Nos antecipamos à lei, por sermos uma universidade nova. Não tinha nem conselho universitário, nem conselho de ensino e pesquisa, era um grupo pro-tempore dirigente”, explicou.

De acordo com a assessoria de imprensa da universidade, a UfABC abriu e mantém até o dia 27 deste mês as inscrições para pedir isenção da taxa do vestibular que é de R$ 95. Dos 12 mil candidatos do ano passado, cerca de 30% obtiveram a isenção.

As provas serão realizadas em agosto e setembro e as aulas da nova turma começarão no ano que vem. Estudantes de baixa renda podem se inscrever para a bolsa do Ministério da Educação, mas não há vinculação entre esse programa de bolsa e as cotas. A ajuda é de R$ 300 mensais e é reavaliada trimestralmente, pois depende também do patamar mínimo de desempenho do aluno no curso.

Sobre a aceitação do sistema, a vice-reitora diz que não foi homogênea. “Recebemos mais críticas em relação às [cotas para] etnias. Em relação a ter 50% das vagas, não tivemos quase reclamação, mas de etnia, sim. Os telefonemas vieram das pessoas que não querem as etnias, querem só as sócio-econômicas”, explicou Adelaide Faljoni-Alário.


http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/07/17/materia.2007-07-17.1659484935/view

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Em tramitação, projeto de lei de cotas agrega várias propostas de inclusão
Paulo Montoia
Repórter da Agência Brasil

São paulo - O Projeto de Lei 73/99, que deu origem às discussões e à adoção de programas de cotas sociais e raciais nos vestibulares de universidades públicas do país já recebeu três substitutivos, dos quais dois voltados para estudantes indígenas. Estes não estavam contemplados no projeto de lei original, que era voltado apenas para a população negra.

De autoria da deputada Nice Lobão (DEM-MA), o projeto de Lei 73/99 foi incorporado (apensado) ao Projeto de Lei 3.627/2004, do governo federal, e apresentado como substitutivo pelo relator da Comissão de Educação, deputado Carlos Abicalil (PT-MT). É este novo projeto que tem sido usado como base pelas universidades federais para a adoção de cotas nos vestibulares.

Em seu Artigo 1º, o PL 3.627/2004 define que “as instituições públicas federais de educação superior reservarão, em cada concurso de seleção para ingresso nos cursos de graduação, no mínimo, 50% de suas vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas”. Em seu Artigo 4º, o PL cria a mesma reserva para o ingresso em escolas técnicas federais de nível médio.

O Artigo 2º, tem sido base de apoio das universidades estaduais que já adotaram ou pretendem adotar programas para incluir secundaristas de escolas públicas, sem viés racial, como a Universidade de São Paulo (SP), a Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho (Unesp) e mesmo a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Apesar disso, se aprovada, a lei só valerá para as universidades federais.

Esse artigo determina que “as universidades públicas deverão selecionar os alunos advindos do ensino médio em escolas públicas tendo como base o Coeficiente de Rendimento – CR, obtido através de média aritmética das notas ou menções obtidas no período, considerando-se o curriculum comum a ser estabelecido pelo Ministério da Educação e do Desporto”. Na prática, o texto cria um novo mecanismo de seleção em substituição ao vestibular, segundo o parecer do relator Abicalil.

É em seu Artigo 3º que o projeto especifica as cotas raciais. Ele explicita que “as vagas de que trata o art. 1º serão preenchidas, por curso e turno, por autodeclarados negros e indígenas, no mínimo igual à proporção de pretos, pardos e indígenas na população da unidade da Federação onde está instalada a instituição, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).” Dois outros substitutivos desse projeto também deverão ir à votação na Câmara, pois foram apensados ao PL 3.627/2004. O PL 615/2003, do deputado Murilo Zauith (DEM-MS), e o PL 1.313/03, do deputado federal Rodolfo Pereira (PDT-RR), ambos dispondo de reserva de vagas ou cotas para índios nas universidades. O PL 615/03, dispõe em apenas um parágrafo que “as universidades públicas matricularão os indígenas aprovados no processo seletivo adotado, independentemente de sua classificação”. Já o PL 1.313/2003 propõe cotas aos indígenas na graduação das universidades em geral de 10% para Roraima, 5% para Amazonas e Mato Grosso do Sul, 2% para Acre, Amapá, Distrito Federal e1% nos demais estados.

Em seu parecer, o relator considera que o primeiro projeto de lei, de autoria da deputada Nice Lobão, mostra uma preocupação "com a qualidade da educação, em todos os seus níveis, particularmente do ensino público e, desta forma, não deve ser desconsiderado". Com essa justificativa, o projeto substitutivo foi alterado, incluindo a formulação contida no projeto da deputada em relação ao exame de ingresso nas instituições públicas de ensino superior. Os projetos sobre cotas para índios também foram incluídos, segundo o parecer do relator.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/07/17/materia.2007-07-17.6873742027/view

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PSS 2008 - Cotas na UFPA serão avaliadas depois de 5 anos
8 de outubro de 2007

O Pró-reitor de Ensino de Graduação da UFPA professor Licurgo Brito ministrou a palestra “Cotas na UFPA : razões e perspectivas” durante o encerramento do “Encontro para a Opção profissional” que a instituição realizou neste final de semana, no campus Belém.

Contextualizando historicamente a provocação por ações afirmativas para reparação de distorções sociais, o pró-reitor explicou aos estudantes que tudo começou na década de 70 quando os movimentos sociais, ainda que timidamente, começaram a exigir a criação de cotas para grupos tradicionalmente excluídos em vários setores da sociedade. A questão intensificou-se nos anos 90 quando as universidades públicas brasileiras pressionadas pelos movimentos negros passaram a discutir a criação de cotas para ingresso no ensino superior. Hoje, 43 instituições já adotaram o sistema de cotas sendo 7 federais. A primeira instituição foi a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) em 2000.
Em 2008, a UFPA passa a adotar a política de cotas, que foi aprovada pelo Consep em 2005, quando irá disponibilizar 50% das vagas do próximo processo seletivo seriado para estudantes da escola pública, em todos os cursos oferecidos. Dentro desse percentual, 40% das vagas serão destinadas aos estudantes autodeclarados negros (pardos e pretos, segundo o IBGE) que queiram participar do programa.
Perguntado sobre que realmente mudaria para o vestibulando com a adoção de cotas, o pró-reitor explicou que “se o estudante pleiteia um curso de baixa demanda não muda nada já que nesses cursos quase 100% são de escola pública. Os efeitos serão sentidos nos cursos de alta demanda, como Medicina, Comunicação Social, Direito e Psicologia onde os ingressantes são, em sua maioria, da escola particular. Isto é dar chances de concorrência a todos” afirmou
Licurgo também informou que a política de cotas será reavaliada após 5 anos. “Em 2012, por meio dos dados de acompanhamento do desempenho dos alunos cotistas, será possível verificar a necessidade de se manter ou não esta ação afirmativa na instituição”.

http://www.ufpa.br/portalufpa/imprensa/noticia.php?cod=1492

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Vagas para ensino público nas Universidades Públicas
Justiça obriga 12 universidades a reservar metade das vagas para escola pública
26 de setembro de 2007

TRF argumenta que há uma grande distância entre as condições fornecidas pelas escolas públicas e pelas particulares no preparo dos estudantes para o vestibular. Doze centros de ensino superior de Minas Gerais estão obrigados a reservar 50% das vagas de todos os seus cursos para candidatos que
estudaram em escolas públicas. A ordem é do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), confirmando sentença de primeira instância da Justiça Federal em Minas Gerais. A primeira decisão do TRF1 é de dezembro de 2006. Mas só na última quarta-feira, dia 19, alguns recursos interpostos individualmente pelas universidades foram julgados e negados pelo tribunal. As instituições ainda podem recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Pela decisão, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), de Viçosa (UFV), de Lavras (UFL), de Uberlândia (UFU), de Juiz de Fora (UFJF), de Ouro Preto (UFOP), Fundação de Ensino Superior de São João Del-Rei, Escola Federal de Engenharia de Itajubá, Faculdade Federal de Odontologia de Diamantina, Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas, Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro e Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais devem elaborar listas de
aprovação nos vestibulares diferenciadas entre alunos de escolas privadas e públicas.

http://www.cedefes.org.br/new/index.php?conteudo=
materias/index&secao=7&tema=&materia=4094

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Ações afirmativas no Sul do país

Nos últimos dois meses, três universidades federais da região sul do país avançaram no que tange à promoção do acesso ao ensino superior e criaram ações afirmativas para a promoção de negros, estudantes de escolas públicas, indígenas e pessoas com necessidades especiais.

Estas ações representam um duro golpe no forte lobby que há anos trava a aprovação, no Congresso Nacional, do Projeto de Lei 73/99 que quer instituir o sistema de cotas nas universidades federais.

Nem os intensos protestos revelados por expressões racistas escritas em muros próximos à universidade e nem a ameaça de uma ação judicial para suspender a votação das cotas no conselho universitário, conseguiram parar o movimento pela aprovação das cotas.

No dia 29 de junho foi aprovado o Programa de Ações Afirmativas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Tal medida destina 30% das vagas para alunos que fizeram pelo menos a metade do ensino fundamental ou todo o ensino médio em escolas públicas, sendo que deste percentual 15% das vagas são para alunos, auto-declarados, negros. Ainda serão disponibilizadas 10 vagas para estudantes indígenas.

Na UFRGS o vestibular de 2008 será realizado com a reserva, que deverá vigorar pelo período de 5 anos e após uma avaliação em 2012 poderá ser prorrogada.

No dia 10 de julho foi a vez da Universidade Federal de Santa Catarina aprovar a reserva de 20% das vagas para estudantes oriundos de escolas públicas, 10% para negros também egressos de escolas públicas e 5 vagas criadas para indígenas, com o aumento de uma vaga por ano letivo. O sistema de cotas entrará em vigor no próximo vestibular e terá duração de 4 anos, quando a proposta deverá ser revista. Todo o processo de discussão da UFSC ocorreu com tranqüilidade e a construção da proposta foi inspirada por experiências de outras universidades que adotaram políticas de ação afirmativa.

Finalmente no dia 13 de julho, a Universidade Federal de Santa Maria aprovou o Programa de Ações Afirmativas de Inclusão Racial e Social, instituindo cotas para o vestibular de 2008, com a reserva de 10% das vagas para afro-descendentes; 20% para alunos que cursaram todo o ensino fundamental e médio em escolas públicas; 5% para portadores de necessidades especiais e 5 vagas para indígenas. A aprovação deste programa gerou grande polêmica, principalmente por parte dos professores da instituição favoráveis à proposta de cotas para estudantes de escolas públicas, mas contrários às cotas para negros. O resultado foi uma vitória difícil por 19 votos a favor e 18 contra. O sistema de cotas estará em vigor até 2013.

Essas iniciativas sinalizam a tentativa de reduzir o profundo quadro de desigualdade no acesso ao ensino superior. As políticas de ação afirmativa se consolidam como um instrumento para democratizar o acesso a este bem público.

O Programa Políticas da Cor saúda os ativistas da Região Sul por estas importantes vitórias e deseja continuar promovendo ações em perfeita sintonia com aqueles (as) que militam em prol da diversidade étnico-racial e social nas universidades.

http://www.lpp-uerj.net/olped/acoesafirmativas/boletim/33/editorial.htm

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Inscrições para indígenas na próxima segunda-feira
HOME PAGE DIÁRIO DE CUIABÁ, 19.9.2007

A UFMT abre na próxima segunda-feira inscrições para o processo seletivo específico para os povos indígenas de Mato Grosso, no Vestibular 2008. Serão ofertadas dez vagas suplementares destinadas aos índios. Dessas, duas são para o curso de agronomia, três para engenharia sanitária ambiental, três para engenharia florestal e duas para nutrição. As inscrições, que são gratuitas, vão até 5 de outubro.

O processo seletivo para indígenas compreenderá três etapas: prova objetiva e prova de redação, a serem realizadas no dia 18 de novembro, e prova oral, que ocorrerá em 21 e 22 de janeiro. O resultado final será divulgado a partir de 1º de fevereiro de 2008.

As inscrições poderão ser feitas em horário comercial, nos núcleos de apoio e nas sedes regionais da Fundação Nacional do Índio. O edital sobre o processo seletivo pode ser consultado na íntegra no site www.ufmt.br/vestibular.

Também no próximo dia 24, segunda-feira, será divulgada a confirmação das inscrições no processo seletivo do Vestibular 2008. A listagem estará disponível no site da UFMT, na Coordenação de Exames Vestibulares, em Cuiabá, e nas secretarias dos campi de Pontal do Araguaia, Rondonópolis e Sinop.

Na confirmação das inscrições constam o nome, o documento de identidade, o endereço, campus de oferta do curso, o nome do curso, o turno, a opção de Língua Estrangeira e o número de inscrição do Enem que foram indicados pelo candidato no ato da inscrição.

Os candidatos poderão solicitar alteração dos dados nos dias 25 e 26 deste mês, pessoalmente na Coordenação de Exames Vestibulares - Bloco CCBS III - 1º andar - Campus de Cuiabá, e nas secretarias dos campi do interior. Mais informações também obtidas no (65) 3615-8150.

UNEMAT - Desde segunda-feira, estão abertas as inscrições para os interessados em concorrer a uma das 1.800 vagas ofertadas no vestibular da Unemat, com início no primeiro semestre de 2008.

O prazo para se inscrever segue até o dia 10 de outubro pela internet e postos de inscrições.

As vagas ofertadas são para cursos de graduação oferecidos nos campi de Alto Araguaia, Alta Floresta, Barra do Bugres, Cáceres, Colider, Juara, Nova Xavantina, Pontes e Lacerda, Sinop e Tangará da Serra.

A taxa de inscrição é de R$ 80, que deve ser paga até o dia 11 de outubro, as provas serão realizadas nos dias 11 e 12 de novembro. O pedido de isenção pode ser feito nos postos de inscrições nos dias 24 e 25 de setembro.

A Unemat reserva 25% de todas as vagas oferecidas no concurso vestibular para candidatos que se auto-declarem negros ou pardos conforme prevê o Programa de Integração e Inclusão Étnico-Racial da universidade.

Fonte: 6ª Câmara de Coordenação e Revisão http://ccr6.pgr.mpf.gov.br/institucional/clipping/clippings/19_09_2007.pdf

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Inscrições para o Vestibular dos Povos Indígenas encerram nesta sexta-feira
Serão ofertadas seis vagas suplementares nos cursos de graduação
HOME PAGE JORNAL DO ESTADO, 18.9.2007

Encerra nesta sexta-feira (21) as inscrições para o Vestibular dos Povos Indígenas no Paraná 2007. As provas serão realizadas nos dias 16 e 17 de dezembro, na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), respeitando o rodízio estabelecido entre as instituições de ensino superior do Estado.

Serão ofertadas seis vagas suplementares nos cursos de graduação em cada uma das universidades públicas estaduais, e sete vagas para os cursos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), para serem disputadas exclusivamente entre os integrantes das comunidades indígenas.

Todo o trabalho direcionado ao vestibular é planejado e executado pelos membros da Comissão Universidade para os Índios (CUIA), composta por representantes das universidades estaduais e da UFPR. A Comissão tem também o objetivo de aperfeiçoar o processo de inclusão dos estudantes indígenas, além de realizar trabalho de acompanhamento didáticopedagógico com eles.

O sistema de reserva de vagas para estudantes indígenas existe no Paraná desde 2002, atendendo à lei estadual 13134/2001. O sistema de cotas é adotado também nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Rio Grande do Sul, Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Distrito Federal.

Inscrições

As inscrições devem ser feitas nas sedes das universidades. O ingresso dos aprovados será no início do ano letivo de 2008. Participam do processo a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e a Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP).

Mais informações podem ser obtidas junto à Comissão Universidade para os Índios -CUIA/Unicentro, pelos telefones (43) 3621-1034 / 3621-1063, no endereço eletrônico:

vestibularindigena@unicentro.br ou no site www.unicentro.br/vestibularindigena .

Fonte: 6ª Câmara de Coordenação e Revisão http://ccr6.pgr.mpf.gov.br/institucional/clipping/clippings/18_09_2007.pdf

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Uneb anuncia 5% de vagas para indiodescendentes
HOME PAGE CORREIO DA BAHIA, 12.9.2007

Por Camila Vieira

A Universidade do Estado da Bahia (Uneb) vai destinar 5% das vagas do vestibular 2008 aos indiodescendentes, além da cota de 40% que já é oferecida aos afrodescendentes desde 2002.

A concessão foi anunciada ontem, em uma coletiva à imprensa, na reitoria da instituição, no Cabula. Na mesma oportunidade, foi declarada a abertura das inscrições do vestibular e também do concurso para o curso de formação de oficiais da Academia da Polícia Militar da Bahia (CFOPM), que ocorrem simultaneamente nos dias 20 e 21 de janeiro.

"A intenção da universidade não é civilizar o índio e sim promover oportunidades de inclusão social que respeitem suas peculiaridades culturais", destacou Romilson da Silva Sousa, membro da Comissão de Ações Afirmativas da Uneb. O reitor da instituição, Lourisvaldo Valentim, explicou que a instituição entendeu que o conceito de afrodescendente se refere apenas aos negros, por isso, resolveu criar uma cota, diferenciada, para os descendentes de índios. "Agora temos 45% destinado às minorias", assinalou o reitor, lembrando que a Uneb foi pioneira na implantação das cotas raciais.

Outras mudanças no vestibular também foram divulgadas. Além do benefício aos descendentes de índios, o processo seletivo 2008 vai possibilitar que candidatos ao concurso da PM possam ingressar em cursos da Uneb, através de uma segunda opção, ou seja, o inscrito que não conseguir a pontuação para entrar na polícia pode utilizar seu rendimento para pleitear uma vaga na universidade.

A seleção para as 120 vagas disponíveis para PM é feita com a aplicação de prova de conhecimentos gerais (igual a do vestibular) e uma avaliação específica. Os candidatos que se interessarem em se inscrever para os dois processos têm o desconto de R$30. Entretanto, eles devem se inscrever normalmente no vestibular, pagando o valor correspondente à taxa de inscrição (R$80) e aguardar o período de inscrições do CFOPM para solicitar o desconto. Quem optar em se inscrever somente no concurso para formação de oficiais da PM pagará uma taxa de R$85.

O prazo de inscrição para o maior processo seletivo do Nordeste e Norte vai até o dia 23 de setembro. A Uneb estima que 60 mil candidatos prestem o exame e o concurso para curso da PM. Os candidatos interessados podem se inscrever pelo endereço eletrônico www.vestibular.uneb.br. Na internet, o candidato deve prestar as informações solicitadas, responder ao questionário socioeconômico e imprimir o boleto bancário para pagamento da taxa de inscrição.

Acesso - Os candidatos sem acesso à internet devem procurar as salas de atendimento da Uneb para tirar dúvidas sobre os procedimentos e realizar as inscrições. Em Salvador, o posto de atendimento fica localizado no Infocentro da universidade, no Cabula.

A iniciativa, segundo o reitor da instituição, garante o caráter democrático do vestibular. "A preocupação com a inclusão social é uma das principais preocupações da universidade. Não poderíamos realizar o processo seletivo sem considerar o perfil dos nossos estudantes", ressaltou.

De acordo com o professor Luiz Carlos dos Santos, presidente da Comissão Permanente de Vestibular (Copeve) da Uneb, o número de inscritos deve superar o volume registrado no ano passado, alcançando a marca recorde de 60 mil candidatos. Este ano, cerca de oito mil candidatos, na maioria estudantes de escolas públicas, estão sendo beneficiados com a isenção do pagamento da taxa de inscrição

Fonte: 6ª Câmara de Coordenação e Revisão
http://ccr6.pgr.mpf.gov.br/institucional/clipping/clippings/12_09_2007.pdf

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