Fronteiras étnicas, fronteiras de
Estado e imaginação da nação: um
estudo sobre a cooperação internacional norueguesa
junto aos povos indígenas.
Tese de Doutorado - Rio de Janeiro: PPGAS/Museu Nacional/UFRJ,
2008. 365 pgs.
Autor: Maria Barroso Hoffmann
A tese teve por objetivo contribuir para dar uma face mais nítida
à "cooperação internacional",
ator que tem sido apontado em inúmeros estudos como detentor
de uma importância estratégica na definição
de políticas voltadas aos povos indígenas no Brasil
e na América Latina, sobretudo a partir dos anos 80.
Nesse contexto, realizei um estudo de caso sobre a "cooperação
internacional" norueguesa, procurando mapear o conjunto
dos agentes envolvidos com sua implementação e
a variedade de suas perspectivas e perfis.
Utilizei o termo "cooperação internacional"
na tese como equivalente aos de "cooperação
para o desenvolvimento", "ajuda para o desenvolvimento",
"assistência para o desenvolvimento" e outros
termos afins, buscando referir-me aos mecanismos criados a partir
da enunciação do Ponto IV do discurso inaugural
do presidente Harry Trumam ao Congresso Americano, em 1949,
visando colocar em novas bases antigas relações
colonialistas e imperialistas de dominação, segundo
uma ideologia em que se pretendia promover não mais a
"exploração", mas a "colaboração"
entre os países, em bases supostamente igualitárias.
O título "Fronteiras étnicas, fronteiras
de Estado e imaginação da nação:
um estudo sobre a cooperação internacional norueguesa
junto aos povos indígenas", por sua vez, buscou
dar conta de minha intenção de abordar o tema
da cooperação internacional como algo ligado não
apenas à constituição de novas correlações
de força e formas de gestão de populações
no cenário internacional do pós-guerra, mas também
a algo menos explorado pela literatura antropológica
sobre esse universo, isto é, sua percepção
como um mecanismo ligado à formação do
Estado e à construção da nação
dentro dos países "doadores".
Procurei, nesse contexto, estabelecer um diálogo com
a subdisciplina da antropologia do desenvolvimento, em que busquei
chamar a atenção para o rendimento analítico
de deslocar o foco dos estudos sobre a cooperação
para o desenvolvimento do nível local, isto é,
da avaliação da implementação de
projetos nos países "donatários", colocando
o foco, ao invés, nos espaços sociais onde esses
projetos são gestados, ou seja, nos países "doadores".
Esse enfoque permitiu-me estabelecer outro dos eixos de discussão
da tese, organizado em torno do questionamento dos marcos cronológicos
do pós-guerra utilizados pela antropologia do desenvolvimento
para analisar os mecanismos de cooperação internacional,
buscando mostrar a presença nesse universo de argumentos
construídos em diferentes contextos e épocas históricas,
por atores cuja gênese pude localizar em períodos
distintos, tanto anteriores quanto posteriores a esses marcos.
O deslocamento da análise para os países "doadores"
também procurou responder a demandas surgidas dentro
da disciplina antropológica desde a década de
70, quando alguns autores chamaram a atenção para
a necessidade da antropologia começar a se preocupar
em "estudar para cima", isto é, a estudar os
espaços sociais de elite, normalmente deixados de lado
como objetos de interesse da disciplina.
Procurei enfrentar os desafios metodológicos colocados
ao "estudar para cima" nessa pesquisa, através
da combinação de entrevistas e observações
de campo - que constituíram o instrumento principal
para a identificação dos atores envolvidos com
a cooperação junto aos povos indígenas
na Noruega - a uma extensa pesquisa documental, que me
permitiu desvendar um espaço em que os "segredos"
e as "informações internas" ("inside
informations") são fundamentais, por estarem ligados
a um universo em que se disputam não apenas classificações
e definições simbólicas, mas também
a obtenção de recursos financeiros.
Essas escolhas foram acompanhadas da opção metodológica
de construir o objeto de forma "extensiva", buscando
localizar o conjunto de forças e atores envolvidos na
Noruega com a formulação de argumentos e a implementação
de projetos junto aos povos indígenas, ao invés
de aprofundar a análise sobre um único ator, algo
que me pareceu mais adequado para demonstrar uma das hipóteses
centrais da tese: a da complexidade e variedade de perspectivas
e forças dentro de um universo que tende a ser visto
ora de forma unívoca e como propagador de um mesmo conjunto
de valores e reprodutor de uma única cosmologia -
a das forças capitalistas hegemônicas no cenário
internacional - ora como intrinsecamente ligado à defesa
dos interesses dos povos indígenas frente às perspectivas
homogeneizantes dos Estados nacionais.
O trabalho de campo na Noruega permitiu-me localizar, assim,
um leque variado de atores, que evidenciou a presença
de perspectivas hegemônicas e contra-hegemônicas
dentro do aparato da cooperação para o desenvolvimento,
que me levaram a aprofundar, no caso específico dos povos
indígenas, o debate sobre a presença de posturas
tutelares e contra-tutelares nesse universo. A constatação
da existência desse conjunto amplo e variado de atores
atuando na cooperação junto aos povos indígenas,
por sua vez, conduziu-me a analisar o fenômeno das ONGs
e seu significado como mecanismo de implementação
da cooperação internacional, pois foi a homogeneização
desses atores sob a rubrica das ONGs - mais conhecidas
na Noruega como "organizações voluntárias"
- que permitiu que diferentes atores tivessem acesso
aos recursos governamentais para ações de cooperação
no exterior e passassem a se reconhecer como parte de um mesmo
campo político e intelectual (capítulo 1).
Dentre os atores identificados na pesquisa, destacaram-se os
representantes do povo Sami, minoria étnica que se assumiu
como "indígena" na Noruega a partir da década
de 70, sob o argumento de terem sido os habitantes originários
do território norueguês. Os dados levantados demonstraram
que as posições pró-índio assumidas
pelo governo norueguês no terreno da cooperação
internacional guardaram uma relação direta com
as mobilizações etnopolíticas dos Sami.
A atuação desses últimos no plano internacional
concentrou-se, sobretudo, em ações no campo dos
direitos, e não nas ações tradicionalmente
associadas aos programas de cooperação para o
desenvolvimento, constituídas por projetos nas áreas
de desenvolvimento econômico e de prestação
de serviços sociais. A observação desse
tipo de atuação dos Sami e a recuperação
da gênese de suas mobilizações etnopolíticas
desde o século XIX levou-me, assim, ao registro do cruzamento
do campo do desenvolvimento com o campo dos direitos, terreno
que nem sempre tem sido muito explorado ou explicitado na literatura
antropológica sobre o desenvolvimento (capítulo
2).
Além dos Sami, a pesquisa revelou que um outro conjunto
de atores - os antropólogos noruegueses -
desempenharam um papel estratégico na adoção
de um viés pró-índio por parte da cooperação
norueguesa. Busquei, assim, recuperar a história do envolvimento
dos antropólogos noruegueses com a questão indígena,
no plano nacional e no plano internacional, que resultou tanto
de desdobramentos teóricos ocorridos dentro da disciplina
na Noruega, sobretudo a partir das reflexões sobre os
grupos étnicos desenvolvidas por Fredrik Barth, quanto
do envolvimento dos antropólogos noruegueses com trabalhos
"aplicados". Esses trabalhos resultaram em seu engajamento
político em favor da defesa dos direitos indígenas
sob a égide do que ficou conhecido no país como
uma "antropologia socialmente relevante", cujos marcos
foram estabelecidos a partir do final dos anos 60. O caso da
antropologia norueguesa mostrou-se assim particularmente rico
para explorar os cruzamentos entre os terrenos "puro"
e "aplicado" dentro da disciplina.
Com o objetivo de mostrar as nuances e especificidades desse
cruzamento na Noruega, recorri a um procedimento comparativo,
recuperando dois momentos da história da disciplina ligados
ao envolvimento dos antropólogos com trabalhos aplicados,
que me pareceram particularmente úteis para se entender
as especificidades trazidas pelo caso norueguês. O primeiro
deles foram as experiências da antropologia social britânica
no entre-guerras, iniciadas por Malinowski e seus discípulos,
que constituíram um viés de colaboração
entre os antropólogos e a administração
colonial britânica na África, abrindo espaço
para a figura do antropólogo como assessor de políticas
públicas, algo que viria a se constituir em um dos principais
campos de atuação de seus profissionais nas décadas
seguintes, inicialmente ainda nesse cenário colonial
e, posteriormente, no cenário pós-colonial em
que o aparato da cooperação para o desenvolvimento
emergiu.
Em seguida, analisei o surgimento daquilo que ficou conhecido
como a "antropologia da ação", nos Estados
Unidos, em que um grupo de antropólogos, sob a liderança
de Sol Tax, marcou uma virada importante na relação
dos profissionais da disciplina com a administração
pública e os povos indígenas, pautada pela idéia
de se tornarem assessores não mais apenas das autoridades
governamentais, mas dos próprios índios. Essa
virada foi marcada por transformações teóricas
importantes na disciplina, em que foram questionados conceitos
ligados à sustentação de perspectivas assimilacionistas
em relação aos povos indígenas, como o
de "aculturação", em favor de perspectivas
que colocavam nos índios, e não nas autoridades
político-administrativas dos Estados nacionais, a prerrogativa
de definir seu estatuto, pertencimento étnico e perspectivas
de futuro (capítulo 3).
Analisei esses dois momentos da história da relação
da disciplina com atividades "aplicadas" porque eles
forneciam, a meu ver, como apontado, um pano de fundo importante
para a compreensão do contexto e da novidade trazida
pelos antropólogos noruegueses. Estes últimos
produziram uma formulação mais acabada e completa
de teorias que enterravam de vez os antigos conceitos do arsenal
assimilacionista, em favor de uma visão dinâmica
da cultura que incluía a percepção dos
grupos étnicos como entidades que organizavam a diferença
cultural frente a outros grupos de forma histórica e
relacional. Além disso, os antropólogos noruegueses
se envolveram também com um tipo de ação
que esteve na base daquilo que hoje conhecemos como atividades
de advocacy no terreno do indigenismo, tendo criado uma das
organizações pioneiras nesse campo, o International
Work Group For Indigenous Affairs - IWGIA. Não se tratava
agora apenas de trabalhar com os índios, assessorando-os
em suas lutas frente às políticas homogeneizantes
e assimilacionistas dos Estados nacionais, mas se tratava também
de formular argumentos e estratégias de defesa dos índios
frente a uma audiência internacional constituída,
sobretudo, em fóruns multilaterais, como os ligados ao
sistema da ONU e da OIT (capítulo 4).
Um outro grupo importante de atores envolvidos com a cooperação
junto aos povos indígenas revelado pela pesquisa na Noruega
foi o das organizações missionárias, sobretudo
de base luterana, cuja presença no país remonta
à instalação de correntes pietistas, a
partir do século XVII. Ao contrário dos demais
atores, a presença missionária permitiu revelar
um viés pouco conhecido da atuação norueguesa
no campo indigenista, reconhecida internacionalmente por seu
viés pró-índio. Assim, em que pesem as
inúmeras posturas assumidas pelo governo norueguês
em favor dos direitos indígenas, e sua atuação
estratégica para a aprovação de diplomas
internacionais essenciais para a defesa dos direitos desses
povos, como a Convenção 169 da OIT, aprovada em
1989, e a Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas,
em 2007, foi possível constatar, paralelamente, o apoio
de autoridades ligadas ao aparato da cooperação
para o desenvolvimento na Noruega a um tipo de atuação
missionária junto aos índios em total desacordo
com os princípios fixados por estes diplomas. Esse fato,
revelador das disputas políticas dentro do aparelho de
Estado norueguês e da influência de correntes cristãs
dentro do aparato da cooperação para o desenvolvimento
no país, foi um exemplo significativo das inúmeras
complexidades e contradições presentes no terreno
da cooperação internacional que a pesquisa evidenciou
(capítulo 5).
Os grupos ambientalistas também foram identificados como
um ator de peso na definição das estratégias
da cooperação norueguesa junto aos povos indígenas,
articulando-se de um modo geral a um viés pró-índio
similar ao postulado pelos Sami e pelos antropólogos
noruegueses. Entretanto, aqueles grupos assumiram uma postura
que poderíamos definir como mais "pragmática"
uma vez que, ao contrário dos outros dois, as organizações
ambientalistas norueguesas, com atuação junto
aos índios, têm colocado como objetivo principal
de seu trabalho a defesa das florestas tropicais, abrindo mão,
por conta disso, de lutar pelo reconhecimento do estatuto de
"indígenas" de certos grupos frente a governos
que não os reconhecem na Ásia, África e
Oceania. Nesse sentido, estabelecem um contraste bastante nítido
com o tipo de cooperação empreendido pelos Sami
e pelos antropólogos envolvidos com a questão
indígena em instituições de advocacy, cujo
trabalho têm se constituído, em grande medida,
na promoção do fortalecimento institucional de
organizações locais de grupos étnicos que
lutam pelo reconhecimento do estatuto de "indígenas"
dentro dos Estados nacionais em que se localizam.
A associação da temática ambientalista
à construção de uma argumentação
pró-índio na Noruega relacionou-se também
ao debate sobre os conhecimentos indígenas e ao terreno
da educação superior. Analisei esse terreno como
parte dos processos contemporâneos de formação
da identidade étnica dos Sami na Noruega, de importância
crucial para os processos políticos de "representação
de si mesmos" desse povo e, cada vez mais, dos povos indígenas
de um modo geral dentro dos Estados nacionais. Esse é
um dos fatos que parece explicar a promoção do
ensino superior como um elemento estratégico da cooperação
internacional norueguesa junto aos povos indígenas, de
que são exemplos a criação de um Programa
de Mestrado em Estudos Indígenas na Universidade de Tromsø,
aberto à participação de estudantes indígenas
de todo o mundo, e a existência de inúmeros convênios
voltados ao apoio de universidades e centros de pesquisa noruegueses
e Samis - como a Sami University College, o Nordic Sami
Institute e a própria Universidade de Tromsø -
a instituições de ensino superior indígenas
ou com atuação junto aos povos indígenas
na América Latina e na África (capítulo
6).
No que diz respeito à análise da relação
entre processos de formação do Estado e de constituição
de identidades étnicas ligados à cooperação
internacional, procurei introduzir uma dimensão comparativa
na pesquisa, que me permitisse, através do estudo da
"primeira onda" do nacionalismo norueguês, ainda
no século XIX, entender melhor as especificidades do
nacionalismo da segunda metade do século XX. Se durante
o século XIX a afirmação do nacionalismo
norueguês se construiu pela busca de diferenciação
dentro do mundo nórdico e pelos ideais de homogeneidade
e correspondência entre povo e nação, procurei
mostrar que, na segunda metade do século XX, o jogo de
imaginação da nação norueguesa passou
a comportar também as dinâmicas de afirmação
étnica do povo Sami e as pretensões de construção
de um Estado multicultural inclusivo com relação
à presença de imigrantes e de outras minorias
étnicas no país. Nesse contexto, o contato com
o "Terceiro Mundo", propiciado pelas ações
de cooperação para o desenvolvimento, constitui-se
em outro poderoso elemento de produção de alteridade
e identidade, refundando a nação dentro da lógica
internacional pós-colonial. A extensa literatura produzida
no país a partir de meados dos anos 70 sobre identidade
nacional, multiculturalismo, imigração e desenvolvimento
que procurei analisar na tese, são o melhor exemplo do
quanto estes temas passaram a fazer parte da imaginação
da nação, recolocando sentidos, valores, percepções
e símbolos do país sobre si mesmo e sobre os "outros",
constituídos tanto interna e externamente (capítulo
7).
Ao retomar as discussões levantadas ao longo dos capítulos
da tese na conclusão, procurei destacar, com base na
identificação da complexidade de forças,
escalas e perspectivas envolvidas com a cooperação
norueguesa junto aos povos indígenas, que o termo "cooperação
internacional", entendido como uma unidade, deve ser visto,
antes de mais nada, como uma categoria nativa. Nesse sentido,
concluí que o fato de agentes tão díspares
terem sido essencializados a certa altura sob esse termo, significa
antes de mais nada que passaram a ser reconhecidos e legitimados
como um ator dentro de um determinado campo, embora, da mesma
forma que outros ("índios", "missionários",
"antropólogos", etc.), haja várias nuances
e posições dentro dele que ficam obscurecidas
pelo termo. Perceber e identificar essas nuances e posições,
sobretudo no que diz respeito à presença de perspectivas
tutelares e contra-tutelares, colonizadoras e anti-colonizadoras,
é algo que me parece ser parte essencial da tarefa de
pesquisadores inseridos no campo da política e para o
que espero ter aportado algumas contribuições.
Clique
aqui e tenha acesso à tese completa.
CINEP e Embaixada da Noruega realizam seminário
Do dia 16, hoje, ao dia 18 de setembro será realizado, no Centro
de Excelência e Turismo, na Universidade de Brasília
o "Seminário sobre o papel da universidade e da
formação acadêmica sob a ótica das
lideranças e acadêmicos indígenas".
O evento é fruto de uma parceria entre o Centro Indígena
de Estudos e Pesquisas (CINEP) e a Embaixada Real da Noruega.
Clique
aqui e conheça o programa do seminário.
Anunciado mestrado em Direito na Universidade Federal do
Pará
Informamos também que saiu o edital para os representantes
de povos indígenas interessados em fazer estágio
para concorrer ao programa de mestrado em Direito na Universidade
Federal do Pará (UFPA).
O Programa de Pós-Graduação em Direito
da Universidade, área de concentração em
Direitos Humanos, está oferecendo 4 vagas para esse estágio
a estudantes ou profissionais indígenas interessados
em concorrer ao processo de seleção.
A medida visa orientar a elaboração dos documentos
necessários à entrada, e o tipo de proposta de
pesquisa, pois os selecionados ganham um orientador para auxiliá-los
durantes três meses. Espera-se com isto, diminuir as dificuldades
e facilitar uma formação com qualidade.
Clique
aqui e acesse o edital, pois o prazo de inscrição
se encerra no próximo dia 19.
Museu Nacional inaugura sala de vídeo com mostra científica
O Museu Nacional/UFRJ inaugurou no dia 15 de setembro a sala
de vídeo Major Luiz Thomas Reis com a abertura da mostra
de documentários científicos UFRJ VÍDEO
2008, que contará, entre outros, com a exibição
e o debate do vídeo Pisa Ligeiro, de Bruno Pacheco de
Oliveira, sobre o movimento indígena no Brasil, e de
um vídeo produzido pelo Projeto Trilhas de Conhecimentos
sobre a situação dos estudantes indígenas
no Mato Grosso do Sul. O evento, que contempla diversos campos
do conhecimento, segue até o dia 21 deste mês,
com entrada franca, mergulhando em um universo de expedições
científicas, diversidade de etnias indígenas,
movimentos sociais e conscientização ambiental.
Acesse o site: www.museunacional.ufrj.br
Clique
aqui e conheça a programação da mostra.
Começa segunda etapa do curso de Formação
Política do CINEP
Vai ter início, no próximo dia 19 de setembro,
a segunda etapa do Curso de Formação Política
de Lideranças Indígenas do Centro Indígena
de Estudos e Pesquisas (CINEP). A turma contará com até
trinta lideranças e acadêmicos indígenas
selecionados e indicados pelas seguintes organizações
indígenas de alcance regional: a COIAB (Coordenação
das Organizações Indígenas da Amazônia
Brasileira), a APOINME (Articulação dos Povos
e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas
Gerais e Espírito Santo), a ARPIN-Sul (Articulação
dos Povos Indígenas do Sul), a ARPIPAN (Articulação
dos Povos Indígenas do Pantanal) e a Aty-Guasú
e, ainda, pelo próprio CINEP.
A iniciativa é uma parceria do Instituto Internacional
de Educação do Brasil (IEB), do Departamento de
Antropologia da Universidade de Brasília (DAN/UnB), do
CINEP e do Laboratório de Pesquisa em Etnicidade, Cultura
e Desenvolvimento do Museu Nacional da Universidade Federal
do Rio de Janeiro (LACED/UFRJ), através do Projeto Trilhas
de Conhecimentos.
O curso, que vai até o dia 27 de setembro, com aulas
no sábado 20, e com uma visita guiada ao Congresso Nacional
e ao Palácio do Planalto no domingo, dia 21, tem como
tema no seu primeiro dia "A Luta pela re-democratização,
o lobby da Constituinte, a Constituição Federal
de 88 e as redefinições pós-constitucionais
- os governos Collor, FHC e Lula".
Serão abordados também no curso entre outros temas:
"As políticas indigenistas e a permanência
da tutela", "Os cenários urbanos e os desafios
para a manutenção e a conquista de territórios
(e identidades) indígenas", "Reconhecimento
dos povos indígenas nos tratados e acordos internacionais:
Convenção 169 da OIT e Declaração
da ONU", "Cooperação internacional e
indigenismo latino-americano: breve histórico de sua
formação" e "Monitoramento e participação
nos ciclos de planejamento e execução dos gastos
públicos"