Prezado assinante,
Essa é mais uma edição do informativo do
portal
Trilhas
de Conhecimentos. Nela, o leitor vai poder conhecer
um pouco do trabalho que vem sendo realizado pela Secretaria
de Educação Continuada, Alfabetização
e Diversidade do Ministério da Educação
(Secad/MEC), através de entrevista concedida pelo seu
titular, o secretário André Lázaro. O titular
da SECAD respondeu às perguntas da equipe do Projeto
Trilhas de Conhecimentos no dia 11 de abril de 2008, no Ministério
da Educação, em Brasília.
Na entrevista, André Lázaro fala sobre direitos
indígenas em geral, e sobre a educação
escolar indígena em particular. Ele aborda as dificuldades
e os caminhos adotados por ele e por sua equipe para avançar
na implementação de políticas públicas
que garantam esses direitos. Entre outros assuntos, ele anuncia,
também, o lançamento de um novo edital do Programa
de Formação Superior e Licenciaturas Indígenas
– PROLIND para este ano, e que já está inclusive
encaminhado.
Além disso, ele pretende em 2009 ampliar as políticas
com a implementação de um programa de iniciação
à docência: o Programa de Bolsa Institucional de
Iniciação à Docência–PIBID
Indígena, uma base legal para o pagamento de bolsas destinadas
a alunos de programas de licenciaturas., e também, a
criação de um Conexões de Saberes Indígena,
porque com isso, tem-se um programa que acolheria as demais
áreas profissionais nas quais estão inseridos
os alunos indígenas, nas universidades federais, fortalecendo
o seu vínculo étnico e identitário.
Quanto à questão da produção de
material didático nos diferentes níveis, André
Lázaro afirmou que acha necessário avançar
na direção de um desenho que comprometa mais os
parceiros, os estados, universidades, municípios, as
organizações indígenas e indigenistas.
Segundo ele, os Arranjos Étnico-educacionais ajudarão
a construir acordos sobre as prioridades, acordos sobre as responsabilidades
e acordos sobre a destinação de recursos.
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aqui e tenha acesso à íntegra da entrevista.
Confira também:
Levantamento aponta evolução
de ações afirmativas e de licenciaturas interculturais
dos povos indígenas nas universidades
Para a realização deste levantamento, partiu-se
do Cadastro das Instituições de Educação
Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
(INEP) como principal base de dados sobre as Instituições
de Ensino Superior Públicas (IESPs) existentes no Brasil.
O trabalho consistiu, principalmente, em acessar os sites de
cada uma dessas instituições e, em suas páginas,
localizar editais de vestibular e manuais do candidato, buscando
informações sobre o desenvolvimento de ações
afirmativas e/ou cursos de Licenciatura Intercultural.
Foram analisados sites de 213 IESPs, dentre as quais 43 (20%)
apresentaram alguma forma de ação afirmativa
relacionada ao acesso diferenciado de indígenas ao
seu corpo discente, 28 delas estaduais (65 %) e 15 federais
(35 %). Também entre essas 213 IESPs analisadas, foram
localizados 10 cursos de Licenciatura Intercultural, dos quais
seis têm sede em universidades federais e quatro em
universidades estaduais.
Em que pese a influência de um debate público
e de políticas governamentais federais influenciando
a definição dessas ações, é
importante notar que, dentre estas 28 universidades estaduais,
24 delas (86 %) têm hoje ações afirmativas
definidas em função de leis estaduais, enquanto
as 15 universidades federais têm ações
afirmativas definidas por resoluções internas,
uma vez que no plano federal não existe uma política
regulamentando essas ações.
Em relação à distribuição
regional das 43 Instituições de Educação
Superior citadas, verificamos que sete pertencem à
Região Nordeste (o que corresponde a 16 % do total
de Instituições de Educação Superior
(IES) públicas estaduais e federais da região);
três à Região Norte (18 %); 17 à
Região Sudeste (20%); quatro à Região
Centro-Oeste (29%) e, por fim, 12 à Região Sul
(34%).
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a aqui e tenha acesso ao trabalho e a todas as tabelas do
levantamento.